Demissões na pandemia: 40% das pequenas empresas precisaram demitir funcionários

Demissões na pandemia

Demissões na pandemia: levantamento da fintech BizCapital revela que setores de turismo, transporte e restaurantes demitiram metade dos seus quadros de colaboradores.

Biz Capital, fintech que concede empréstimo online para micro e pequenas empresas, realizou uma pesquisa com mais de dois mil empreendedores e constatou que 90% dos empresários foram afetados negativamente pela pandemia. Desses, 40% tiveram que demitir de 1 a 3 funcionários. No entanto, 49% afirmaram que não precisaram demitir funcionários para sobreviver.

“Os pequenos empresários estão fazendo o possível para não haver corte de pessoal. Apesar de não serem maioria, as demissões na pandemia vêm acontecendo, infelizmente. Nosso estudo mostra que a média de demissão por empreendimento é de 1 a 2 funcionários, mas, como são pequenas empresas, a média de funcionários por estabelecimento entrevistado é de 3 colaboradores. Isso significa que mais da metade do quadro acaba sendo prejudicado”, explica Francisco Ferreira, CEO da BizCapital.

Demissões na pandemia: turismo e transporte

Quando analisamos os segmentos é possível perceber que bares, lanchonetes e restaurantes, possuem uma média de demissão de 2 funcionários por estabelecimento, bem como o setor de turismo e transporte. Esse dado revela que essas atividades foram bastante impactadas com a redução do faturamento e das demandas. “Para se ter uma ideia, o setor de turismo e transporte teve, em média, 72% de queda na receita no mês de maio, enquanto que os serviços de beleza 68%. Até mesmo os bares e restaurantes, que que reforçaram sua produtividade ou começaram a usar delivery, tiveram uma perda de 62% no faturamento”, explica Francisco.

Demissões na pandemia: pequenas empresas

A pesquisa aponta também que empresas com menos receitas acabam sendo afetadas diretamente. Cerca de 60% dos negócios que demitiram entre 1 a 3 funcionários, possuem uma receita mensal menor que R$ 50 mil. Já as empresas com receita maior que R$200 mil, foram 7%. “A verdade é que as micro e pequenas empresas foram muito prejudicadas, mas estão buscando capital para manter os seus negócios e conseguir retomar no segundo semestre”, finaliza Francisco.

Quase metade dos brasileiros vê automação como ameaça para os empregos, aponta estudo da PwC

O uso crescente da tecnologia e o impacto da automação sobre o mercado de trabalho são motivo de apreensão para 45% dos brasileiros. É o que aponta uma pesquisa global da PwC e que contou com pouco mais de dois mil entrevistados no Brasil – foram 22 mil pessoas em 11 países . Segundo o estudo, 53% dos brasileiros acredita m que a automação irá modificar significativamente ou tornar seu trabalho obsoleto nos próximos dez anos – mesmo percentual identificado em nível global. Entre os profissionais brasileiros com escolaridade até o ensino médio , essa percepção chega a 67%.

Os maiores temores incluem o de que a tecnologia torne o emprego redundante (50%), além da incerteza sobre o futuro (43%). Mas também foram mencionados o medo de não possuir as habilidades exigidas no futuro (26%) e a preocupação de não ser capaz de aprender as habilidades necessárias (23%).

Impactos da tecnologia na rotina de trabalho

Por outro lado, 65% dos brasileiros entrevistados responderam que as novas tecnologias e a automação trarão oportunidades. Sobre os aspectos positivos do avanço tecnológico n o trabalho, 46% acreditam que haverá um aumento da produção e 44% disseram que o trabalho será mais interessante. Mais tempo livre disponível para o lazer foi citado como um dos benefícios trazidos pela tecnologia por 34% dos entrevistados. Para 94% dos consultados, a tecnologia irá melhorar a rotina de trabalho diária (fazendo -os mais eficientes, por exemplo).

“Para lidar com os atuais e futuros desafios do mercado de trabalho, desenvolver novas habilidades será cada vez mais relevante na vida profissional das pessoas. Todos têm de se preocupar com isso permanentemente . Cientes dessa realidade, as empresas precisam buscar os meios necessários para viabilizar a qualificação dos seus colaboradores, de modo que estes estejam plenamente capacitados para os novos tempos. O conceito de Upskilling , com o qual a PwC vem trabalhando atualmente, remete exatamente a isso, a uma cultura contínua de aprendizado e curiosidade”, explica o líder de Clientes e Mercados da PwC Brasil, Fábio Cajazeira.

A agenda da requalificação

A requalificação está entre as preocupações de 92% dos adultos brasileiros (no mundo, 77% das pessoas se mostraram dispostas a aprender novas habilidades ou passar por uma reciclagem no intuito de melhorar a empregabilidade). No Brasil, este aprendizado está sendo realizado por conta própria (81%), ou a partir da iniciativa de seus empregadores (20%). Com a chegada das novas tecnologias ao ambiente de trabalho, 97% afirmam aproveitar essa oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

A preocupação com a requalificação é maior entre as pessoas na faixa de 18 a 34 anos. Dentre os motivos que aumentariam o interesse por um treinamento de habilidades digitais, o principal é o potencial de aumentar os salários (27%), seguido pelo aumento de empregabilidade (24%) e pela possibilidade de incorporar o treinamento ao dia a dia de trabalho, sem comprometer nenhum tempo adicional (18%).

Sobre o tipo de aprendizado, 28% relataram a vontade de se desenvolver, aprender e adaptar-se às novas tecnologias, sejam elas quais forem, além de melhorar seus conhecimentos gerais de negócio. Outros 25% gostariam de ser proficientes em uma tecnologia específica. Em relação à responsabilidade pela requalificação, 50% acreditam que são os próprios indivíduos os responsáveis por avançar neste processo, enquanto 34% atribuem essa responsabilidade à s empresas.

Comparações entre países

A China e a Índia são os países onde os profissionais são mais otimistas em relação ao impacto da tecnologia no mercado de trabalho, mas também são os mais propensos a acreditar que seus empregos passarão por mudanças. Eles afirmam estar obtendo mais oportunidades de qualificação: 97% e 95%, respectivamente. Por outro lado, os do Reino Unido e da Austrália dizem ter menos oportunidades e tendem a enxergar o impacto da tecnologia de forma menos positiva.

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