Felicidade no trabalho é possível? SIM!

felicidade no trabalho
Foto: Anna Shvets / Pexels

Você alguma vez já se perguntou se é possível encontrar a felicidade no trabalho? Ou buscou saber como ser feliz no seu emprego? Pois é, o mundo tem passado por mudanças muito grandes e mais do que dinheiro ou sucesso, as pessoas têm priorizado a felicidade. 

Passamos tanto tempo das nossas vidas trabalhando que parece – literalmente – perda de tempo fazer algo que não gostamos. É lógico que, antes disso, é preciso priorizar muitas coisas. Vivemos em um mundo de desigualdades em que muita gente precisa trabalhar para garantir o mínimo – e a felicidade nem é um fator a ser considerado. 

Porém, para um outro grupo essa é uma questão muito importante e que pode gerar uma corrente de mudanças enorme. Priorizar a felicidade no trabalho significa buscar uma ocupação significativa, que pode ocasionar em uma relação completamente diferente com o próprio trabalho, o dinheiro e a nossa sociedade. 

Para entender mais sobre o assunto, conversamos com Vanessa Tami Nakamura, sócia do coletivo Base, que oferece consultoria de gestão de bem-estar físico, mental e emocional em empresas e organizações.

A felicidade no trabalho é possível? 

Segundo Vanessa, a resposta é animadora: sim, é possível encontrar a felicidade trabalhando. Mas o primeiro passo para alcançá-la é entender exatamente o que significa ser feliz na sua carreira. 

“Realização, reconhecimento, pertencimento e propósito são sentimentos que compõe a felicidade no âmbito profissional”, explica ela. “Ser feliz no trabalho é sentir-se conectado com seu escopo e com as pessoas ao redor. É saber que as suas características pessoais, isto é, sua personalidade e suas competências, são importantes para o desenvolvimento de uma tarefa ou de um projeto. Pertencer a uma equipe com pessoas com características complementares às suas, que contribuem para a boa realização das tarefas, é um fator que tira o peso de precisar cumprir todos os requisitos.” 

De acordo com a consultora, as pessoas acreditam que o propósito é um “chamado” uma missão específica que vai resolver a sua vida pessoal e profissional. Porém, ela diz que nem todas as pessoas nascem com esse chamado claro – o que não significa que é impossível viver com propósito

“Esse propósito, muitas vezes, vem por meio da conexão com aquilo que estamos fazendo. É ver sentido e importância no que fazemos como parte da construção de uma sociedade mais positiva. É quando a satisfação profissional encontra a realização pessoal”, diz.

Ser feliz na profissão X Sucesso profissional

A partir desse entendimento, existe um ponto importante: a maioria das pessoas acredita que a felicidade só vem quando se alcança o sucesso profissional. No entanto, estudos dizem que é o contrário: primeiro você precisa ser feliz, para, só então, ter sucesso – seja no âmbito profissional ou pessoal. 

Isso significa que quando você investe em atividades que geram bem-estar – por exemplo, tirar uma tarde para ler um livro que você gosta ou fazer uma aula de dança, até fazer uma pausa no expediente para tomar um café com um colega de trabalho que você gosta muito -, você está investindo na felicidade de forma indireta. 

Um dos maiores equívocos é a pessoa priorizar horas intensas de trabalho e não dar atenção ao que comprovadamente lhe traz bem-estar, como exercícios físicos, meditação, alimentação saudável, uma boa noite de sono, momentos de lazer e autocuidado”, continua Vanessa. 

E isso claro, não depende só do desejo individual. Uma outra barreira, de acordo com ela, é que muitas empresas não costumam incentivar seus colaboradores a serem autênticos e trabalharem mais nos seus pontos fortes. “Quando somos colocados em situações em que nossos pontos fortes são valorizados, nos sentimos mais realizados e mais conectados com o trabalho”, completa. 

Afinal, como ser feliz no trabalho?

Para Vanessa, o primeiro passo é reconhecer os seus pontos fortes. Antes de mais nada, entenda no que você é muito bom e pratique essas características e qualidades todos os dias. 

“Não se engaje em um trabalho que exija que você seja uma pessoa completamente diferente do que é. Pense bem: você vai passar a maior parte do seu tempo trabalhando seus pontos fracos, dispensando um esforço e um tempo enorme e, ainda por cima, não vai alcançar o mesmo resultado de uma pessoa que faz a mesma coisa que você, com mais naturalidade e autenticidade”, diz. 

Isso, é óbvio, não significa que você não pode desenvolver novas habilidades – pelo contrário! -, mas quer dizer que o primeiro passo é entender aquilo que torna você autêntico e onde você, de fato, brilha. Para isso, um exercício fundamental é o do autoconhecimento. 

“Quando estamos exercendo as nossas características mais fortes, atingimos o nosso pleno potencial, isto é, colocamos o máximo de energia que podemos em alguma coisa, de forma natural, mesmo quando nos deparamos com situações desafiadoras do cotidiano. Quando somos o mais forte que podemos ser dentro da nossa autenticidade, somos muito poderosos”, reflete Vanessa.  

O resultado desses exercícios só pode ser positivo. Ao nos sentirmos realizados no que fazemos, fortalecemos a nossa autenticidade, a nossa conexão com o mundo e com o nosso entorno. E as sensações positivas que derivam disso reverberam em outras áreas da nossa vida. 

As consequências de investir em ser feliz no trabalho alcançam, inclusive, o seu corpo. A felicidade é, segundo Vanessa, uma regulação química das nossas emoções. Viver em estresse constante, sempre em um estado de alerta, causa fadiga, ganho de peso, insônia e ansiedade, e pode comprometer o sistema cardiovascular e neurológico a longo prazo. 

Já o bem-estar gera uma série de liberações hormonais que trazem disposição, saúde e, claro, felicidade, regenerando células e até prolongando a sua expectativa de vida. “Faça o seguinte exercício: lembre-se da última vez que teve uma boa noite de sono, viveu emoções positivas, alimentou-se bem, exercitou o corpo, conectou-se com pessoas que gosta. Como se sentiu? É esse estado que queremos cultivar todos os dias”, finaliza. 

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