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Perfil profissional: você sabe qual é o seu?
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Se você mal lê a descrição de uma vaga de emprego e já sai enviando seu currículo sem ter certeza de que seu perfil se encaixa, saiba que pode acabar entrando em uma grande furada. Conhecer o próprio perfil profissional – e traçar um plano de carreira alinhado com ele – é o primeiro passo para ter uma carreira bem-sucedida.

Afinal, para ter um bom desempenho e atingir as expectativas da empresa – e as suas próprias – é preciso estar em uma posição que tenha a ver com você. Portanto, é importante saber que tipo de profissional você é, quais são suas habilidades, motivações e propósitos, para então compreender se faz sentido ocupar um determinado posto de trabalho. ”Antes de tudo, é importante que a pessoa tenha noção de seu perfil pessoal. Se a motivação e as características pessoais dela não estiverem de acordo com as atividades que ela irá desempenhar, o trabalho não vai nem lhe trazer satisfação, nem resultados bons para a empresa”, explica Ricardo Honda, psicólogo e consultor da Consense, uma empresa de treinamentos para processos organizacionais de alta performance.

Como descobrir meu perfil?

”Primeiramente, é preciso se autoconhecer como um todo. É importantíssimo pensar nas suas habilidades, antes de tudo, porque a partir delas você vai saber o que é capaz de fazer e o que precisa desenvolver. Isso vale tanto no âmbito técnico quanto no comportamental”, esclarece Ricardo. Ele diz que se o profissional não gosta de lidar com pessoas e é contratado para trabalhar em um setor que exige esse contato, como a área comercial, por exemplo, seu rendimento certamente será prejudicado.

Compreender as próprias motivações e propósitos também ajuda no autoconhecimento e, portanto, na consolidação do perfil profissional. “O profissional deve se perguntar, por exemplo, que tarefas o fazem sentir-se desafiado, estimulado e valorizado. Que ambiente o proporcionará segurança psicológica para discutir suas dificuldades e expressar seus erros de maneira produtiva? Tudo isso já lhe dará a sensação de propósito cumprido”, complementa Ricardo.

Há vários outros pontos a considerar quando se fala em perfil profissional. Além das motivações e propósitos, é interessante analisar como a nossa personalidade pode influenciar as relações de trabalho. Outro ponto que deve ser considerado é o tipo de ambiente em que nos sentimos mais confortáveis e produtivos.

Personalidade: o que te move?

Faça uma autoanálise e entenda se você é do tipo que prefere, por exemplo, trabalhar em contato com pessoas ou mais focado em tarefas; se é mais importante para você usar a criatividade ou cuidar de processos, propor métodos e sistemas; se faz mais sentido pensar no impacto das ações para as pessoas, ou seja, considerar o lado humano, ou algo que te propicie analisar cenários e trabalhar em cima deles.

“Há pessoas que gostam de entender como a empresa funciona, de explorar a dinâmica do ambiente de vários pontos de vista, de conhecer outros setores. Essas pessoas geralmente buscam uma empresa que simbolize algo de valor na vida delas. Algo que se conecte com seus próprios valores”, explica Ricardo. “O teste MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) pode ajudar bastante nessa compreensão da própria personalidade. Com ele, as pessoas podem se reconhecer e identificar o que é melhor para elas em termos profissionais.”

O tipo de tarefa que te estimula

As atividades que o profissional gosta de desempenhar no dia a dia também devem ser levadas em consideração na hora de traçar o perfil profissional. Por exemplo, há aqueles com estilo mais técnico e analítico, que, segundo Ricardo, “preferem concentrar-se em uma entrega de qualidade e buscam aprofundamento. Esse tipo de profissional pode trabalhar em áreas analíticas de business intelligence (BI), análise de dados, big data, controladoria e até mesmo na área de marketing que precisa analisar o mercado”.

Outro perfil bastante comum é o profissional que gosta de rotina e de organização, comumente visto em funções operacionais. “Mas não necessariamente, pois também existem ótimos gestores que vieram dessa linha de trabalho, com a responsabilidade de organizar e transformar processos, reestruturar, trazer novos programas, etc.”.

Existem ainda os profissionais que trabalham bem recebendo demandas de vários canais e respondendo a elas de forma dinâmica e diversa. O profissional de RH é um bom exemplo disso, pois atua em contato com todas as áreas da empresa e transforma as necessidades dos funcionários em ações como treinamentos, desenvolvimento, parcerias, etc.

Nichos de mercado e as relações interpessoais

Você se vê trabalhando em uma grande empresa, com processos bem definidos, em que cada área é responsável por uma parte específica do resultado? Gosta de atuar em locais que prezam por um sistema de hierarquias bem estruturado? “Há pessoas que se atraem pela visibilidade, pelos benefícios ou pelo glamour de grandes empresas. Geralmente, lidam bem com a ideia de sentir-se uma pequena peça de uma grande engrenagem e com relações hierarquizadas e distantes das altas lideranças”, enfatiza Ricardo.

Na outra ponta, estão os que se identificam com empresas menores, onde as relações são mais próximas e consegue-se ver de perto o impacto do próprio trabalho. “Em geral, nesses casos, o profissional acaba assumindo mais responsabilidades, desde o operacional ao estratégico, mas também tem mais mobilidade e aprende mais”, conclui.

Ambiente: a cultura organizacional ideal para você

Embora não seja possível escolher, precisamente, o ambiente em que você vai trabalhar, é importante buscar maneiras de informar-se sobre a cultura da empresa antes de enviar seu currículo. Existem ferramentas específicas como o Glassdoor, em que é possível saber as opiniões de funcionários e ex-funcionários das empresas. Há formas mais “alternativas” como o Linkedin, em que você pode tentar conectar-se a funcionários da companhia e tirar suas dúvidas. Outra estratégia simples e muito efetiva de saber mais sobre o clima da empresa é fazer as perguntas certas na hora da entrevista. “Essa não precisa ser uma tarefa apenas do recrutador, mas também um trabalho de investigação do próprio candidato. Ele pode fazer perguntas como: qual é o ritmo de trabalho? Quais são os principais desafios da área?”, sugere Ricardo.

Portanto, descubra-se. Se gosta de trabalhar em equipe, se preza por locais acolhedores ou se, pelo contrário, você é mais agressivo e prefere ambientes competitivos, não se preocupe em estar certo ou errado. Apenas tenha isso muito claro antes de se candidatar a uma vaga para não acabar se frustrando com o emprego em pouco tempo.

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Existem inúmeros testes que podem te ajudar a descobrir o
seu perfil profissional e até mesmo servir como um guia para você atuar em
áreas que façam sentido para você.

Se você está em busca do seu propósito, o ikigai pode ser um exercício de autoconhecimento muito interessante. Ele começa a partir das respostas a algumas perguntas fundamentais: O que você ama? Em que você se considera bom? Do que o mundo precisa? O que você poderia ser pago para fazer?

“O Ikigai é um exercício de reflexão, portanto, o ideal é que seja feito com calma e que você dedique um tempo para fazê-lo. Geralmente, leva-se de duas a cinco horas para chegar às respostas”, explica Ricardo.

Perfil Profissional: faça lista antes do teste

Comece fazendo uma lista de coisas que você sabe fazer, que faz com prazer e pense nas habilidades ou resultados de ações suas que já foram elogiadas por outras pessoas. Vale ligar para um amigo próximo ou até para um ex-gestor. Faça uma nuvem de palavras para cada pergunta e, se necessário, vá reduzindo até chegar em umas quatro respostas por questão.

Ao final do exercício, você terá encontrado o seu ikigai, o seu propósito. Ele conecta os quatro pontos – paixão, missão, profissão e vocação – em algo que poderia ser chamado de “trabalho ideal”. A mandala acima mostra o significado de cada intersecção, inclusive, dos pontos em que sentimos que temos uma coisa, mas falta outra. “Se o seu trabalho te proporciona três desses elementos, mas falta o quarto, você não tem a realização plena do propósito. Por exemplo, quando você ama o que faz, seu trabalho faz bem para o mundo, você é bom nisso, mas não é bem remunerado, você sente alegria e plenitude, mas não tem prosperidade”, complementa Ricardo.

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