Perfil profissional: você sabe qual é o seu? Faça o teste!

Se você mal lê a descrição de uma vaga de emprego e já sai enviando seu currículo sem ter certeza de que seu perfil se encaixa, saiba que pode acabar entrando em uma grande furada. Conhecer o próprio perfil profissional – e traçar um plano de carreira alinhado com ele – é o primeiro passo para ter uma carreira bem-sucedida.

Afinal, para ter um bom desempenho e atingir as expectativas da empresa – e as suas próprias – é preciso estar em uma posição que tenha a ver com você. Portanto, é importante saber que tipo de profissional você é, quais são suas habilidades, motivações e propósitos, para então compreender se faz sentido ocupar um determinado posto de trabalho. ”Antes de tudo, é importante que a pessoa tenha noção de seu perfil pessoal. Se a motivação e as características pessoais dela não estiverem de acordo com as atividades que ela irá desempenhar, o trabalho não vai nem lhe trazer satisfação, nem resultados bons para a empresa”, explica Ricardo Honda, psicólogo e consultor da Consense, uma empresa de treinamentos para processos organizacionais de alta performance.

Como descobrir meu perfil?

”Primeiramente, é preciso se autoconhecer como um todo. É importantíssimo pensar nas suas habilidades, antes de tudo, porque a partir delas você vai saber o que é capaz de fazer e o que precisa desenvolver. Isso vale tanto no âmbito técnico quanto no comportamental”, esclarece Ricardo. Ele diz que se o profissional não gosta de lidar com pessoas e é contratado para trabalhar em um setor que exige esse contato, como a área comercial, por exemplo, seu rendimento certamente será prejudicado.

Compreender as próprias motivações e propósitos também ajuda no autoconhecimento e, portanto, na consolidação do perfil profissional. “O profissional deve se perguntar, por exemplo, que tarefas o fazem sentir-se desafiado, estimulado e valorizado. Que ambiente o proporcionará segurança psicológica para discutir suas dificuldades e expressar seus erros de maneira produtiva? Tudo isso já lhe dará a sensação de propósito cumprido”, complementa Ricardo.

Há vários outros pontos a considerar quando se fala em perfil profissional. Além das motivações e propósitos, é interessante analisar como a nossa personalidade pode influenciar as relações de trabalho. Outro ponto que deve ser considerado é o tipo de ambiente em que nos sentimos mais confortáveis e produtivos.

Personalidade: o que te move?

Faça uma autoanálise e entenda se você é do tipo que prefere, por exemplo, trabalhar em contato com pessoas ou mais focado em tarefas; se é mais importante para você usar a criatividade ou cuidar de processos, propor métodos e sistemas; se faz mais sentido pensar no impacto das ações para as pessoas, ou seja, considerar o lado humano, ou algo que te propicie analisar cenários e trabalhar em cima deles.

“Há pessoas que gostam de entender como a empresa funciona, de explorar a dinâmica do ambiente de vários pontos de vista, de conhecer outros setores. Essas pessoas geralmente buscam uma empresa que simbolize algo de valor na vida delas. Algo que se conecte com seus próprios valores”, explica Ricardo. “O teste MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) pode ajudar bastante nessa compreensão da própria personalidade. Com ele, as pessoas podem se reconhecer e identificar o que é melhor para elas em termos profissionais.”

O tipo de tarefa que te estimula

As atividades que o profissional gosta de desempenhar no dia a dia também devem ser levadas em consideração na hora de traçar o perfil profissional. Por exemplo, há aqueles com estilo mais técnico e analítico, que, segundo Ricardo, “preferem concentrar-se em uma entrega de qualidade e buscam aprofundamento. Esse tipo de profissional pode trabalhar em áreas analíticas de business intelligence (BI), análise de dados, big data, controladoria e até mesmo na área de marketing que precisa analisar o mercado”.

Outro perfil bastante comum é o profissional que gosta de rotina e de organização, comumente visto em funções operacionais. “Mas não necessariamente, pois também existem ótimos gestores que vieram dessa linha de trabalho, com a responsabilidade de organizar e transformar processos, reestruturar, trazer novos programas, etc.”.

Existem ainda os profissionais que trabalham bem recebendo demandas de vários canais e respondendo a elas de forma dinâmica e diversa. O profissional de RH é um bom exemplo disso, pois atua em contato com todas as áreas da empresa e transforma as necessidades dos funcionários em ações como treinamentos, desenvolvimento, parcerias, etc.

Nichos de mercado e as relações interpessoais

Você se vê trabalhando em uma grande empresa, com processos bem definidos, em que cada área é responsável por uma parte específica do resultado? Gosta de atuar em locais que prezam por um sistema de hierarquias bem estruturado? “Há pessoas que se atraem pela visibilidade, pelos benefícios ou pelo glamour de grandes empresas. Geralmente, lidam bem com a ideia de sentir-se uma pequena peça de uma grande engrenagem e com relações hierarquizadas e distantes das altas lideranças”, enfatiza Ricardo.

Na outra ponta, estão os que se identificam com empresas menores, onde as relações são mais próximas e consegue-se ver de perto o impacto do próprio trabalho. “Em geral, nesses casos, o profissional acaba assumindo mais responsabilidades, desde o operacional ao estratégico, mas também tem mais mobilidade e aprende mais”, conclui.

Ambiente: a cultura organizacional ideal para você

Embora não seja possível escolher, precisamente, o ambiente em que você vai trabalhar, é importante buscar maneiras de informar-se sobre a cultura da empresa antes de enviar seu currículo. Existem ferramentas específicas como o Glassdoor, em que é possível saber as opiniões de funcionários e ex-funcionários das empresas. Há formas mais “alternativas” como o Linkedin, em que você pode tentar conectar-se a funcionários da companhia e tirar suas dúvidas. Outra estratégia simples e muito efetiva de saber mais sobre o clima da empresa é fazer as perguntas certas na hora da entrevista. “Essa não precisa ser uma tarefa apenas do recrutador, mas também um trabalho de investigação do próprio candidato. Ele pode fazer perguntas como: qual é o ritmo de trabalho? Quais são os principais desafios da área?”, sugere Ricardo.

Portanto, descubra-se. Se gosta de trabalhar em equipe, se preza por locais acolhedores ou se, pelo contrário, você é mais agressivo e prefere ambientes competitivos, não se preocupe em estar certo ou errado. Apenas tenha isso muito claro antes de se candidatar a uma vaga para não acabar se frustrando com o emprego em pouco tempo.

Teste agora!

Existem inúmeros testes que podem te ajudar a descobrir o
seu perfil profissional e até mesmo servir como um guia para você atuar em
áreas que façam sentido para você.

Se você está em busca do seu propósito, o ikigai pode ser um exercício de autoconhecimento muito interessante. Ele começa a partir das respostas a algumas perguntas fundamentais: O que você ama? Em que você se considera bom? Do que o mundo precisa? O que você poderia ser pago para fazer?

“O Ikigai é um exercício de reflexão, portanto, o ideal é que seja feito com calma e que você dedique um tempo para fazê-lo. Geralmente, leva-se de duas a cinco horas para chegar às respostas”, explica Ricardo.

Comece fazendo uma lista de coisas que você sabe fazer, que faz com prazer e pense nas habilidades ou resultados de ações suas que já foram elogiadas por outras pessoas. Vale ligar para um amigo próximo ou até para um ex-gestor. Faça uma nuvem de palavras para cada pergunta e, se necessário, vá reduzindo até chegar em umas quatro respostas por questão.

Ao final do exercício, você terá encontrado o seu ikigai, o seu propósito. Ele conecta os quatro pontos – paixão, missão, profissão e vocação – em algo que poderia ser chamado de “trabalho ideal”. A mandala acima mostra o significado de cada intersecção, inclusive, dos pontos em que sentimos que temos uma coisa, mas falta outra. “Se o seu trabalho te proporciona três desses elementos, mas falta o quarto, você não tem a realização plena do propósito. Por exemplo, quando você ama o que faz, seu trabalho faz bem para o mundo, você é bom nisso, mas não é bem remunerado, você sente alegria e plenitude, mas não tem prosperidade”, complementa Ricardo.

Descubra seu perfil profissional

Com a ajuda do psicólogo, elaboramos um teste para você começar a sua jornada de autoconhecimento e compreender qual é o seu perfil profissional. Baixe seu teste agora mesmo!

LinkedIn como funciona? Apareça mais nas buscas

Que o LinkedIn é uma plataforma eficiente para quem busca um novo emprego você já sabe. Já vimos em outras matérias aqui no PraCarreiras o quanto essa plataforma é eficiente para fazer networking, absorver bons conteúdos de carreira e buscar uma recolocação profissional. Hoje vamos falar como o LinkedIn funciona e apresentar algumas funcionalidades que efetivamente ajudam você a aparecer mais nas buscas.

LinkedIn como funciona: Palavras-chaves

Primeiramente, precisamos lembrar que o LinkedIn funciona com uma inteligência de dados. Ou seja, quando os recrutadores buscam um perfil profissional, a rede usa sua própria inteligência para apresentar seus resultados.

Funciona de forma parecida quando você procura um tênis para comprar no Google, por exemplo. Você digital “tênis esportivo preto” e aparecem diversas possibilidades do produto que você quer. No LinkedIn a procura será por palavras que têm alguma relação com o perfil profissional. Então, se o recrutador está em busca de um professor de inglês, ele certamente usará: professor, proficiência inglês, certificado inglês, sala de aulas ou outros termos exigidos pela vaga.

E é por isso que você deve escrever o seu perfil levando em conta essas palavras-chaves. Do mesmo modo, é essa a razão para você não usar “desempregado” ou “em busca de uma recolocação” no título do seu perfil. Isso porque nenhum recrutador busca isso. Assim como você não busca “preciso vender um tênis” quando você quer na verdade comprar um tênis.

Boas competências funcionam bem no LinkedIn

Outra forma de aumentar suas chances de conseguir um emprego pelo LinkedIn é incluir competências. Isso porque boas competências aumentam em 13 vezes suas chances de aparecer nas buscas dos recrutadores.

Você precisa de pelo menos cinco competências, mas inclua mais do que isso se for possível. No tópico de Competências do LinkedIn você pode incluir ferramentas que você domina, idiomas e outas habilidades. Faça isso agora mesmo, é simples e fácil.

Recomendações funcionam para aumentar suas chances no LinkedIn

Tenha recomendações no seu perfil e tenha três vezes mais chances de aparecer nas buscas dos recrutadores. Bem, para isso você terá que solicitar para antigos colegas de trabalho que eles escrevam uma recomendação para você.

Procure gestores de antigos empregos e peça uma recomendação a eles. Diga o quanto isso é importante para sua carreira e se mostre disponível para ajudar com algo em troca também. No entanto, evite trocar recomendações. Busque recomendações autênticas.

Edite a sua visibilidade e interesse de carreira para melhor funcionamento do LinkedIn

Muita atenção aqui. Olhe para o seu perfil e veja se tanto o interesse de carreira quanto a visibilidade estão ativos no seu perfil.

No canto superior direito do seu perfil, clique em Editar perfil público e URL, conforme imagem abaixo:

como funciona o linkedin

Ao clicar, você verá a opção de editar a sua URL. Faça isso e crie uma URL personalizada contendo apenas seu nome e sobrenome. Um pouco abaixo, você verá uma caixa com a opção de visibilidade. A dica aqui é deixar tudo ativo e público.

Outra funcionalidade do LinkedIn é o interesse por carreira. Quando ativado, os recrutadores conseguem saber qual o seu momento em relação a busca por um emprego. E, não se preocupe: o LinkedIn não mostra esse interesse para pessoas da sua empresa ou de empresas relacionadas.

Muitos profissionais não sabem como funciona essa opção no LinkedIn. Basicamente, você vai expor seu interesse por tipos de empresas e funções na rede. Quando você compartilha seus interesses, os recrutadores têm mais uma forma de encontrar o seu perfil.

Lembre-se: você pode compartilhar seus interesses de carreira por seis meses e, após isso, a função será desativada automaticamente.

Para ativar o interesse por carreira, clique em Configurações e Privacidade no seu perfil. Vá na guia de Privacidade no canto superior da tela. Em seguida, vá para Preferência por Busca de Emprego e clique em alterar.

Outras Funcionalidades do LinkedIn: sobrenome difícil

Muito bem, o seu sobrenome é difícil? Então, essa dica vai ajudar muito você a ser encontrado no LinkedIn. Aliás, essa dica também serve para nomes com grafias peculiares.

Na prática, alguém pode tentar procurar você e não encontrar o seu perfil apenas porque escreveu seu nome ou sobrenome de forma equivocada.

No seu perfil, clique no lápis de edição da caixa Sobre. Lá, no final da caixa de Resumo escreva o seguinte texto:

“Possíveis grafias erradas do meu nome (ou sobrenome): pracarreiras, procarreiras, pras carreiras, para carreiras”.

Pronto, agora mesmo que procurem o seu nome ou sobrenome com a grafia errada, o seu perfil irá aparecer.

Como funciona o LinkedIn: passo a passo

Muito bem, até aqui você deve ter percebido que existe muita inteligência por trás da ferramenta do LinkedIn, certo? Por isso, muita atenção na hora de preencher cada tópico do seu perfil.

E, para dar uma força, o PraCarreiras desenvolveu o curso Os Segredos do LinkedIn, para quem precisar de uma força extra com a rede. No curso, ensinamos o passo a passo para você criar um perfil estrategicamente chamativo. Além disso, damos dicas sobre networking, como escrever cada tópico, aprofundamos o tema de palavras-chaves e ensinamos todos os segredos da rede. Esse e outros cursos para sua carreira, você encontra aqui.

Como negociar o seu salário

Aprender como negociar o seu salário é essencial se você pensa em crescer profissionalmente. Ao mesmo tempo, nós sabemos que ter essa conversa nem sempre é fácil (ou confortável). Por isso, vamos ajudar você nessa tarefa.

Principalmente se você está desempregado e buscando a tão esperada recolocação, vale a pena entender como pensar bem o seu salário. Existem dois motivos para isso: primeiro, no desespero de voltar a trabalhar é fácil aceitarmos qualquer coisa, sem pensar bem se o valor ofertado cobre o seu padrão de vida. Em segundo, é uma forma de você valorizar o seu trabalho e ter certeza de que o valor condiz com as suas capacidades.

Com isso em mente, vamos, então, às dicas:

4 dicas de como negociar o seu salário

1.Não aceite uma oferta verbal 

Fato é, na empolgação do momento, é fácil o recrutador falar um valor e você topar na hora. Demonstre entusiasmo, claro, para garantir que as pessoas saibam do seu interesse na vaga, mas peça para ver a proposta por escrito antes de aceitá-la. Às vezes, o valor pode parecer incrível, mas colocando na ponta do lápis junto com os benefícios e encargos, pode não ser bem assim.

Nesse caso, talvez a negociação seja mesmo necessária, e é mais fácil repensar o valor antes de fechar o contrato do que depois.

2.Entenda exatamente o que você vai fazer

Uma forma de saber se o valor oferecido para o seu salário condiz com a vaga é saber exatamente o que você vai fazer. Faça perguntas, durante a entrevista, sobre quais serão as funções, tenha certeza que elas se encaixam na sua experiência e, principalmente, garanta que você tem tudo o que precisa para cumpri-la.

Se sentir que algo falta, como uma capacitação ou um equipamento específico, peça por isso. Negociação vai além do que você recebe mensalmente, mas também conta com tudo o que você precisa para exercer a sua função da melhor maneira possível.

3.Seja criativo com os benefícios

Às vezes, a empresa não está aberta a negociar o valor do salário, mas pode pensar em benefícios. Por isso, pense naquilo que você precisa para criar uma rotina de trabalho saudável e que garanta o seu crescimento profissional. O que você precisa é de um seguro saúde? Uma folga anual para fazer um curso imersivo? Férias mais maleáveis? Alguns dias de trabalho remoto por semana? Seja honesto e pense com carinho no que você precisa e no que a empresa pode oferecer.

4.Acima de tudo, converse

Mais do que pensar em táticas de negociação, é importante ter em mente que essas conversas precisam, acima de qualquer coisa, serem conversas honestas. Seja aberto sobre o que você espera, ouça atentamente para saber o que a empresa pode e quer oferecer e não sossegue até as duas partes chegarem a um acordo confortável. Isso não só gera confiança entre vocês como mostra que você valoriza o seu trabalho e, claro, o investimento da empresa. 

5 dicas para aprender como ser líder em 2020

Só se fala em soft skills, mas você sabia que aprender como ser líder também faz parte do desenvolvimento dessas habilidades? Pois é, o PraCarreiras conversou com a estrategista de lideranças e times Elen Vivanco para entender porque e como fazer isso no próximo ano.

Por que aprender como ser líder em 2020?

1. Você se torna um profissional valioso

Segundo Elen, na lista das competências mais desejadas para profissionais até o ano que vem, a liderança é um destaque. “Ter uma postura de liderança é fundamental para todos os profissionais que desejam destacar-se em sua posição atual, independente de exercer um cargo como líder”, diz. 

2. É um investimento em si mesmo

Mais do que pensar na sua carreira, desenvolver uma postura de liderança significa investir em si mesmo. É um exercício de foco: você descobre em si as suas características mais fortes e trabalha para desenvolver-se ainda mais. “Vale lembrar que estamos vivendo em um universo volátil e incerto, então suas habilidades de hoje podem não servir mais amanhã. Precisamos estar abertos a novos aprendizados e autodesenvolvimento constante”, aconselha.

3.Você inspira os outros a fazerem o mesmo

Uma coisa é fato: o ser humano aprende pelo exemplo. Ou seja, quando você investe em si mesmo e busca fazer mudanças no próprio comportamento, isso inspira outras pessoas a fazerem o mesmo. Isso significa que buscando aprender, você mesmo, como ser líder é uma forma de incentivar seus colegas de trabalho a buscarem isso também.

4.É um investimento na sua carreira

O momento que vivemos tem sido considerado a 4ª Revolução Industrial. O que significa? Que mais do que tecnologia e automação, o que vem por aí é uma mudança de paradigmas na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Segundo Elen, isso tudo quer dizer que os seres humanos vão precisar, mais do que nunca se reinventar. “Assumir uma postura de liderança e nos tornarmos protagonistas de nossas carreiras é fundamental para nos mantermos competitivos diante desse cenário. Terceirizar a responsabilidade de sua carreira para as empresas é algo que definitivamente não cabe mais”, explica.

5.É uma postura valiosa para a sua vida pessoal também

Aprender como ser líder não é vantajoso só para a sua vida profissional, mas também no âmbito pessoal. “É a atitude de fazer acontecer”, diz Elen. “E o primeiro passo é aplicarmos isso em nossa vida pessoal. A partir do momento que conseguimos liderar a nossa vida, transferir isso para o lado profissional será muito mais fácil”. Para ela, a mudança acontece de dentro para fora, e para liderar pessoas o primeiro passo é começar por você mesmo.

Em resumo: mais do que nunca investir em uma postura de liderança será importantíssimo para ajudar colegas e empresas a se adaptarem à essa nova fase. A boa notícia é que essa é uma habilidade que pode ser usada em todas as áreas da sua vida e que, com certeza, só trará benefícios. 

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O que é fisioterapia neurofuncional?

A fisioterapia é, certamente, uma das profissões mais interessantes da área da saúde. Afinal, o fisioterapeuta atua – entre outras coisas – no tratamento de lesões como fraturas e torções, por meio de exercícios, massagens e diversas técnicas, com o intuito de acelerar a recuperação dos pacientes. Esse profissional é um profundo conhecedor do funcionamento do corpo humano, especialmente, dos ossos, nervos e articulações. Ele sabe como estimular as estruturas físicas para promover resultados efetivos e seguros, mesmo diante de quadros graves.

Mas, além de conhecimento técnico, um bom fisioterapeuta deve ter empatia e estar aberto a conhecer e compreender o outro. “Fisioterapia é um processo. Há início, meio e, em muitos casos, não há fim. Nesse processo, há uma interação e um aprendizado mútuos. Nós, como profissionais, aprendemos muito com cada paciente”, comenta Martim Pinto, que hoje atua como fisioterapeuta neurofuncional.

Mas o que é, afinal, a fisioterapia neurofuncional?

Embora a carreira em fisioterapia seja relativamente ampla, nessa entrevista vamos focar na fisioterapia neurofuncional e conhecer seus desafios de oportunidades. “A fisioterapia neurofuncional é a área que promove a reabilitação funcional nos casos de danos no sistema nervoso, cérebro, medula e outros eventos que abrangem a área neurológica”, explica Martim. Conheça mais sobre a profissão a seguir.

Quanto ganha um fisioterapeuta neurofuncional? O salário desse profissional é, em média, R$ 2.215,14 (Fonte: Salário.com.br)

PC: Quando e por que você decidiu ser fisioterapeuta?

Em 1999, trabalhava na área de Propriedade Intelectual. Eu era assistente do setor jurídico e internacional de uma empresa de marcas e patentes. Entre minhas funções diárias, eu fazia o acompanhamento do processo para registro de marcas de clientes brasileiros no exterior e de clientes estrangeiros no Brasil, edição/revisão de notificações extrajudiciais, correspondências… Eu gostava muito do que fazia, no entanto, minha rotina resumia-se na relação com papéis. Lembre-se que no início dos anos 2000, não havia smartphones, reuniões por Skype, etc., a tecnologia era bem diferente (o mundo e a sociedade tinham outras necessidades), e muitos procedimentos ainda eram realizados à base de papéis e telefone.

Assim, senti a necessidade de viver uma nova experiência profissional que estivesse relacionada à saúde, de maneira que envolvesse o corpo físico e a área psicológica de um ser humano. Ingressei no curso de fisioterapia em 2001, me formei em 2004, e durante 2005 fiz especialização em fisioterapia neurofuncional na Santa Casa de São Paulo (diga-se de passagem, minha grande escola no setor técnico e humanístico).

PC: O que é fisioterapia neurofuncional? Por que você se especializou nessa área?

A fisioterapia neurofuncional é a área que promove a reabilitação funcional nos casos de danos no sistema nervoso, cérebro, medula e outros eventos que abrangem a área neurológica. Como exemplo de casos tratados, posso citar doença de Parkinson, esclerose múltipla, AVC, traumatismo cranioencefálico, entre outros.

A minha identificação com essa área deu-se quando iniciei a disciplina de neuroanatomia, pois vi na fisioterapia neurofuncional o elo entre o físico, o emocional e o comportamental. Evidente que nas outras especializações há o mesmo elo, no entanto, a neurofuncional pareceu-me instigadora, pois lidamos com pessoas com doenças sem cura (mas não só!) e com diversas situações em que o comportamento diário da pessoa interfere positiva e negativamente no tratamento. Fisioterapia é um processo. Há início, meio e, em muitos casos, não há fim. E nesse processo, há uma interação e um aprendizado mútuos. Nós, como profissionais, aprendemos muito com cada paciente. Penso que todo ser humano tem uma história de vida interessante. Como passamos certo tempo com cada paciente, frequentemente dá-se uma relação de confiança e aprendizado mútuo.

PC: A área de fisioterapia parece vasta. Afinal, em que campos esse profissional pode atuar, além da fisioterapia funcional?

A área de fisioterapia cresceu muito. Nas décadas de 80 e 90, a fisioterapia era relacionada à massoterapia pelo senso comum. Não se sabia ao certo o que um profissional dessa área fazia. Na minha opinião, algumas ações impulsionaram o desenvolvimento da área. Posso citar a criação da rede Sarah Kubitschek (pelo presidente Juscelino Kubitschek), a rede AACD, o TELETON e, atualmente, a Rede Lucy Montoro. Soma-se a isso a autoestima e a valorização interna dos profissionais (diga-se de passagem, penso que está em processo também).

O fisioterapeuta atua na prevenção e na reabilitação (tratamento). Podemos atuar nas especializações (ortopedia, neurofuncional, desporto, dermato, cardiorrespiratória, etc.) em hospitais, clínicas, espaços de saúde, consultório e empresas (saúde ocupacional).

PC: Certamente você já lidou com casos de reabilitação muito desafiadores…

Todo caso em neurofuncional é desafiador. A doença pode ser a mesma, as técnicas também, mas o tratamento não é igual. Cada pessoa age e reage de maneira singular, logo, uma sessão ou tratamento não é igual a outra, ainda que usemos os mesmos procedimentos.

Eu tive vários casos que desafiaram não só o conhecimento técnico quanto a habilidade emocional exigida. Com o passar do tempo, o repertório de experiências aumenta, mas sempre aprendemos! São várias histórias!

PC: Só para exemplificar, pode compartilhar alguma dessas experiências marcantes da sua atuação na fisioterapia neurofuncional?

Uma delas ocorreu durante a especialização. Eu fazia atendimentos no ambulatório, na enfermaria e na UTI.

Na enfermaria havia três crianças com doenças raras. Duas delas com a síndrome de Werdnig Hoffman, caracterizada pela ausência de movimento funcional (isto é, movimento que tenha alguma função) em todos os músculos do corpo, mas o intelecto íntegro. Traduzindo: corpo sem movimento com inteligência e compreensão íntegras.

Houve uma identificação e afeição entre mim e uma delas, o Sérgio, ou, para nós, apenas Serginho (de 6 anos). Como profissional, tinha que promover reabilitação em um corpo em condições desfavoráveis ao bem-estar. Ele (assim como os outros dois) nunca tinham saído do hospital. Nasceram e lá ficaram. Alimentavam-se por sonda e nunca tinham sentido o gosto de qualquer alimento. Mas o intelecto estava perfeito, rápido, astuto.

Toda aquela situação mexeu com o meu interior, pois queria proporcionar o melhor possível, mas havia um limite dado pela ausência de movimento e pela necessidade de aparatos como sondas, traqueostomia, sensores, etc. Mesmo traqueostomizado, conversávamos, nos entendíamos, e entre um intervalo e outro de um exercício, eu aproveitava para ensinar os números em inglês a ele. Era um prazer estar com ele. Mesmo dentro de um corpo pequeno, foi um grande professor para mim. E certamente para todos que passavam por aquele leito.

PC: Que lições você pode compartilhar como resultado do que aprendeu com ele?

Minha lição ali estava relacionada à percepção positiva de nossa dinâmica de vida ainda que em situações que contrastam com o nosso bem-estar e alegria. Por mais que estejamos vivendo (com gerúndio mesmo… risos) uma situação oposta ao que desejamos, temos que ativar a nossa força interior e ampliar a nossa percepção de que a nossa vida é muito maior do que o momento. Embora veja toda situação como um aprendizado.

“Vejo na fisioterapia funcional o elo entre o físico, o emocional e o comportamental”

PC: Trabalhar com a saúde humana traz grande responsabilidade e, além disso, exige preparo psicológico. Como você trabalha a mente para não deixar que um quadro difícil afete o seu julgamento profissional?

É necessário ter educação emocional/mental para a preservação do seu bem-estar. Penso que esse comportamento é um processo que conquistamos ao longo do tempo.

PC: Quais são as habilidades que você acredita serem fundamentais para se sair bem na fisioterapia neurofuncional?

– Compreender a realidade, prioridades e necessidades de cada pessoa;

– Planejamento (metas a curto, médio e longo prazo);

– Inovação (propor melhorias, alternativas).

PC: Como é o mercado de trabalho para os fisioterapeutas? O profissional é valorizado no meio? Quais são, portanto, as perspectivas de futuro para a profissão?

O mercado de trabalho nessa área mudou. Antes, na sua maioria em hospitais, em clínicas. Atualmente muitas vagas estão direcionadas à home care [atendimento domiciliar]. Nas instituições de saúde (hospitais e clínicas), os fisioterapeutas estão sobrecarregados. Poderia haver maior número de contratações nessa área. Mas o que ocorre é que um profissional fica sobrecarregado pelo número de atendimentos que tem que realizar por dia de trabalho. Acredito que isso aconteça devido à redução de custos que a maioria das organizações vive.

A valorização é inquestionável no meio de reabilitação. Entretanto, isso não se aplica à valorização monetária.

Para mim, as perspectivas estão associadas à robótica. É uma área que tem se desenvolvido cada vez mais. Máquinas/robôs que auxiliam a realização de movimentos, softwares que facilitam e agilizam avaliações, bem como pesquisas científicas acontecendo em todo o mundo.

PC: O que é sucesso para você?

Para mim, o sucesso está relacionado à autorrealização. O sentimento de se sentir realizado com o que você faz no momento. Não importa se é o seu trabalho, profissão ou cargo, mas necessariamente você se sentir bem no que realiza. Soma-se a isso, as emoções alegria, satisfação e bem-estar proporcionadas pela sua atuação (no seu ramo profissional ou não).

Futuro do trabalho: como sobreviver à era da automação?

O que será do futuro do trabalho? Com as máquinas e a inteligência artificial ganhando espaço, é comum a insegurança em relação aos próximos anos.

Porém, essa também pode ser uma oportunidade de ouro. Tanto para demonstrar o seu valor como um profissional com soft skills sólidas. Como alguém com capacidades relacionais que farão a diferença.

Qual o futuro do trabalho?

Segundo Monique Cipriano, coordenadora de gente e gestão da Printi, a tecnologia tem – e terá cada vez mais – espaço no nosso dia a dia. Mas esse pode ser um bom sinal.

“Hoje podemos observar um movimento do mercado em que ele se preocupa muito com o soft skill das pessoas. São as habilidades comportamentais de cada profissional, o lado que a tecnologia não alcança. A criatividade, a capacidade de enxergar solução de maneira rápida e prática para os problemas, a empatia e, principalmente, o senso de dono que inspira o profissional a ir sempre além do que lhe foi proposto”, diz.

Ou seja, mais do que habilidades técnicas, o que o mercado vai continuar buscando são os skills comportamentais de cada um. Além do que você conhece de engenharia, direito, informática ou design, a sua performance e entrega terão outro ponto focal. Agora, tudo estará centrado na sua habilidade de transitar por diferentes projetos, lidar com pessoas de diferentes perfis e ter resiliência e flexibilidade para lidar com mudanças constantes na empresa (o que é muito comum em startups).

Tudo isso garante uma curva de aprendizagem e desenvolvimento menor. E isso aumenta o seu nível de adaptação e, de quebra, a sua entrega e valor dentro da própria empresa.

A importância de trabalhar com propósito

Mas, não se engane. Não é só você que vai precisar mudar as suas prioridades e a forma como você se relaciona com o trabalho. As empresas também passarão por esse processo.

Segundo Monique, deixar o propósito cada vez mais claro será essencial para atrair talentos que estão alinhados com a sua meta.

Por isso, para encontrar funcionários engajados, as empresas vão precisar atribuir valor e propósito às suas estratégias e cultura interna. É isso que vai gerar uma atuação mais expressiva no dia a dia. “A Geração Y sente a necessidade de enxergar sentido no que está fazendo, precisa entender o real impacto que aquela atuação vai causar em determinada ação e assim se sentir muito mais parte do sistema e de algo maior”, completa.

Aliás, se a empresa em que você trabalha ainda não tomou a iniciativa de clarear o seu propósito… Nada impede que você comece esse processo buscando por isso nas suas funções atuais.

Já comentamos como o trabalho voluntário, por exemplo, não só é uma ótima maneira de ajudar com a sua comunidade como, de quebra, desenvolver soft skills e tornar o seu currículo mais atrativo. Uma ideia é acrescentar atividades desse cunho no dia a dia da empresa ou aproveitar ao máximo os projetos oferecidos por ela.

“Muitas empresas oferecem atividades voluntárias, ações pelo meio ambiente ou programas que impactam a sociedade de alguma forma. Um jeito de garantir que você vai exercitar algo com propósito além da sua atuação convencional é saber mais sobre as iniciativas das empresas, pesquisar, questionar… E caso a sua ainda não tenha, quem sabe não seja uma boa hora de implantar algo novo. Ou mesmo entender de que forma o seu trabalho pode ser ressignificado e agregado com mais propósito”, diz Monique.

Mantenha-se otimista, mas também atualizado

Pois é, a tecnologia vai continuar evoluindo e se tornando cada vez mais parte do dia a dia profissional. Mas isso não significa que os seres humanos perderão espaço para elas. Pelo contrário, esta é a hora de desenvolver ainda mais as suas habilidades humanas. Isso porque elas serão o diferencial daqui em diante.

“Um programa de inteligência artificial pode até trazer dados importantes sobre uma situação específica. Mas somente uma pessoa tem capacidade de avaliar aquele número e a partir dele agir com uma tomada de decisão”, reflete Monique. “As máquinas têm assumido um papel muito importante para as empresas que hoje trabalham com automação e soluções mais ágeis. Mas não substituem a ação humana, uma vez que o controle dessas máquinas, parte de um de nós”.

Em resumo, se você pretende trabalhar por muito tempo ainda, saiba: mais importante do que ter uma habilidade técnica, mantenha-se atualizado. É importante se especializar no uso das novas ferramentas. Isso garantirá o seu espaço e relevância na nova fase do mercado de trabalho.

Como usar o LinkedIn para crescer profissionalmente

Muito já se falou sobre o uso do LinkedIn por aqui. Porém, uma coisa é certa: ele é muito mais do que uma rede social. Por isso, conversamos com Raquel Amaral, especialista na rede e em recolocação profissional, para saber como a página pode ajudar você a crescer profissionalmente

Como crescer profissionalmente com o LinkedIn

Vamos lá! O primeiro ponto que Raquel atenta é que o LinkedIn é muito mais do que uma rede de networking. “A rede social firmou-se como a maior plataforma de negócios, ganhando papel estratégico tanto para empresas quanto para profissionais”, explica ela. 

Além disso, o LinkedIn também é a plataforma que mais gera vagas de emprego. Ou seja, é mais do que importante ter um perfil ativo por lá se você pensa em crescer na carreira. “Todo o meu negócio é gerado pelo LinkedIn. Atendo mais de 300 clientes por mês para assessoria de carreiras, cursos e mentoria. Assim como eu, existem vários profissionais que dependem exclusivamente dele”, conta. 

Mas como crescer profissionalmente com o uso da ferramenta? Pois bem, existem algumas dica que Raquel compartilha, sendo a primeira delas o próprio networking. Sim, parece contraditório, mas você não só pode como deve usar a rede como um portfólio para as suas conquistas e realizações, assim como projetos, prêmios, cursos e outros. “Dessa forma, o profissional começa a ser admirado pelos seus contatos, que geralmente são profissionais de RH e contratantes. Assim, ele gera interesse dos concorrentes, clientes e, principalmente, headhunters que estão sempre em busca do candidato perfeito para os seus clientes”.   

Estou no começo da carreira. O que fazer? 

Para Raquel, assim como um profissional já estabelecido pode aumentar o seu valor de mercado, alguém em começo de carreira também pode usufruir da rede com esse fim. “O LinkedIn pode ajudar no crescimento da sua carreira profissional. Ele mesmo oferece diversos cursos de aprimoramento, além de especialistas que, como eu, sempre dão dicas gratuitas sobre carreiras e currículos. Se a pessoa for esperta, ela absorve o conteúdo e coloca em prática, conseguindo evoluir dentro da sua área”. 

Atenção ao que você posta no LinkedIn

Aliás, falando em profissionais que postam por lá, aqui vai uma dica importante: atenção ao que você publica. O LinkedIn é uma rede estritamente profissional, ou seja, ele se alimenta de publicações que tenham esse viés. 

Priorize informações sobre o mercado em que você atua, benefícios sobre produtos ou serviços que você presta, utilidades públicas (como cursos gratuitos), até artigos relevantes sobre carreiras ou a sua área de atuação. “Tudo isso contribui para que o mesmo consiga ganhar visibilidade na rede”, completa Raquel. 

Atenção também ao seu perfil

Se você quer crescer profissionalmente, claro, não pode deixar de manter o seu currículo atualizado e com os seus principais destaques. No seu perfil do LinkedIn, não podem faltar algumas informações essenciais, como: 

  • Habilidades profissionais; 
  • Competências;
  • Especialidade no mercado. 

Para Raquel, esse último ponto é importantíssimo. Isso porque, além de nichar a sua área de atuação, também garante que você esteja disponível para atividades que estão além do que o cargo ou função exige – por exemplo, um profissional da área financeira que também é especialista em auditoria e cobranças. 

A função do LinkedIn é maior do que gerar empregos

A especialista explica que a rede pode, também, ajudar um profissional a encontrar o melhor caminho para crescer profissionalmente. Ela diz que começou na rede em busca da recolocação, mas viu ali uma oportunidade de empreender. Hoje, tem mais de 250 mil pessoas acompanhando o seu perfil e uma equipe com seis pessoas, tudo por causa da ferramenta. 

Com isso, ela quer dizer que é possível você, inclusive, encontrar novos rumos para a sua carreira através da rede social. Mas, para isso, é preciso ficar atento ao que você faz por lá, com quem se conecta e o quanto crescer profissionalmente é um desejo seu. “O LinkedIn mudou a minha vida e, através dele, eu mudo a vida de muitos profissionais”, finaliza. 

Videomaker: do roteiro à finalização

Muito antes de tornar-se um videomaker, a magia do cinema já inspirava Theo Grahl Trindade. “Assisti a Indiana Jones e quis ser arqueólogo, via filmes de investigação e queria ser advogado… demorei um pouco para perceber que poderia criar as minhas próprias histórias”, relembra.

Depois de formar-se em Publicidade e Propaganda, abrir a própria agência e, em dois anos, ver-se obrigado a fechá-la, Theo decidiu entrar em contato com sua paixão, da maneira como era possível. Foi trabalhar em uma grande locadora de filmes e começou sua “formação” na arte do audiovisual, absorvendo o máximo que podia das obras a que tinha acesso. Com o dinheiro que conseguiu juntar, pagou um curso de operador de câmera e, antes mesmo de terminar, conquistou seu primeiro emprego como cinegrafista em uma produtora de vídeos.

Hoje, aos 43 anos, comanda sua própria empresa, a Mombak, focada em produção audiovisual, mas com personalidade própria. “Meu olhar está na produção, no contar a história, em vivenciar essa experiência que é a produção de um vídeo. Isso me inspira e me faz enfrentar as dificuldades”, conclui.

Muito além do play

Nessa entrevista, Theo fala sobre os desafios e conquistas de tocar o próprio projeto e dá dicas valiosas para quem deseja ingressar na carreira de videomaker.

Ele explica que esse profissional é responsável por todos os processos de produção de um vídeo: roteiro, captação, edição e finalização. “No meu entendimento, o videomaker prefere ter o controle do resultado do vídeo. Tem uma visão geral daquela peça e gosta de estar presente em todas as etapas, é o especialista do processo e não apenas do resultado.”

Quanto ganha um videomaker? O salário desse profissional pode chegar a R$ 5.000 (Fonte: Trampos)

PC: Você é formado em publicidade, certo? Como foi seu caminho até descobrir que o audiovisual era o que você queria?

Sim, me formei em publicidade e propaganda. Sou apaixonado por cinema desde pequeno. Pensando em minha formação, sempre me influenciei pelo cinema: assisti Indiana Jones e quis ser arqueólogo, assistia filmes de investigação e queria ser advogado… demorei um pouco para perceber que poderia criar as minhas próprias histórias.

Depois de me formar, montei uma agência de publicidade com um amigo da faculdade. Foram mais ou menos dois anos de empresa, mas éramos muito novos, não tínhamos uma percepção de mercado. Nossa veia empreendedora era focada na criação apenas, não tínhamos o ímpeto comercial e isso foi crucial para chegarmos ao ponto de terminar a sociedade pela falta de clientes.

Na época, minha filha tinha seis anos, as contas não paravam de chegar, o tempo estava passando e o sonho de trabalhar com audiovisual persistia. Tomei uma decisão: fui atrás de um emprego fixo e também do meu sonho. Vi um anúncio no jornal com uma vaga de atendente em uma locadora de filmes. O salário era suficiente para pagar as contas. Meu pensamento foi “esse é o começo”. E foi.

PC: Como você conduziu esse início?

A locadora tinha o maior acervo de filmes do Brasil e ficava em Higienópolis [bairro de São Paulo]. Eu pegava um filme por dia, mas em vez dos blockbusters, escolhia filmes de arte, clássicos, filmes dos grandes diretores. Foi minha escola sobre a história do cinema. Boa parte do público da locadora era de pessoas que trabalhavam na área e, com isso, eu tinha um contato com o mercado.

Foram seis meses na locadora, tempo para juntar uma grana para me matricular no curso de operador de câmera do SENAC. Na mesma época, voltei a fazer trabalhos freelancer de design, o que garantia o dinheiro das contas. O curso teve duração de seis meses, mas antes de terminar, meu professor me indicou para uma produtora. Foi meu primeiro emprego fixo como cinegrafista e lá conheci o futuro sócio da minha segunda empresa.

PC: O que faz um videomaker? Até onde vai o trabalho desse profissional?

Videomaker é uma pessoa que faz “sozinha” toda a produção de um vídeo. Roteiro, captação, edição e finalização. Dependendo do tamanho da produção, ele pode contar com outras pessoas para ajudar, mas ele estará em contato em todas as etapas.

Para deixar mais claro, numa produção simples – um vídeo de conteúdo de marca para uma empresa, por exemplo – ele se reúne com o cliente para a definição do briefing, elabora o roteiro do vídeo, faz toda a produção da captação, muito provavelmente é o diretor e diretor de fotografia, edita e finaliza o vídeo.

No meu entendimento, o videomaker é um profissional que prefere ter o controle do resultado do vídeo. Ele tem uma visão geral daquela peça e gosta de estar presente em todas as etapas, é o especialista do processo e não apenas do resultado. O “COMO” o processo acontece é o que mais me inspira.

PC: Hoje você tem sua própria empresa, mas já passou por produtoras de vários portes. O que fez você preferir abrir seu próprio negócio?

Como disse anteriormente, já tive outras empresas e trabalhei para outras produtoras. Como tudo na vida, cada experiência é importante, principalmente para você se encontrar e se aceitar. Todas essas experiências foram incríveis e serviram para que eu me entendesse melhor.

Tenho minhas características e hoje aceito os meus limites e minhas ambições. Entendo que tenho uma veia empreendedora e uma visão de como os projetos serão guiados. Ter o meu próprio negócio tem a ver com o meu jeito de ser e com a minha maneira de enxergar a vida.

Meu olhar está na produção, no contar a história, em vivenciar essa experiência que é a produção de um vídeo. Isso me inspira, me faz enfrentar as dificuldades, estar nesse lugar de contato e isso se reflete no resultado e até mesmo no processo. Sempre recebo comentários de que trabalho com um sorriso no rosto e isso é incrível, porque, às vezes, estou preocupado com as questões que aparecem durante a produção e, sem perceber, minha feição não demonstra essa preocupação. Acho que é um propósito participar da criação de histórias e poder contá-las com meu olhar.

PC: Quais os desafios e vantagens desse modelo de trabalho?

Não gosto da palavra “negócio”, me parece que transformamos algo vivo em algo sem vida, prefiro projeto. Tocar o meu próprio projeto é um desafio diário, é estar em contato com as decisões que nada mais são do que renúncias. Nem sempre será o que queremos, mas o que o projeto precisa. Alguns momentos exigirão decisões difíceis e nos trarão sentimentos contraditórios. O trabalho é árduo e constante, o comprometimento é ininterrupto. As vitórias serão uma para cada 10 batalhas, mas a cada batalha, mesmo perdida, andamos nove passos para frente. Afinal, são os desafios, em si, que nos fazem avançar. Agradeço pelas dificuldades e fico feliz pelas conquistas. Mas comemorar, só mesmo os aniversários.

Theo Grahl: desafios e oportunidades da carreira de videomaker
“Acompanhe o mercado, mas foque no seu trabalho. Focar na concorrência não te fará melhor”
(Foto: Lucas Aldi)

PC: Acredito que um dos principais desafios de empreender como videomaker é conseguir clientes. Como você construiu/constrói o seu portfólio de clientes?

A realidade de uma empresa pode determinar a maneira como a captação de clientes é feita. No meu caso, nada melhor do que um trabalho bem feito. E melhor do que um vídeo bonito é a maneira como você se relaciona com os clientes.

Faço minhas divulgações, tenho o tempo de prospecção, mas quando se é “individual”, o boca a boca é o melhor meio. Então, dentro do possível, tento pegar o máximo de trabalhos, pois é aí que as conexões são feitas. Às vezes, a remuneração não é a melhor, mas a intuição fala para seguir, sigo e, lá na frente, esse job simples pode se converter em outros e agregar outros clientes.

Com o tempo você aprimora esse filtro, sua intuição está afiada e te ajuda nas decisões, mas é preciso estar aberto para o que vier, seja bom ou ruim.

PC: Existe algum caminho ou “segredo” para se tornar um bom videomaker? Por onde você acredita que é possível começar?

Existe um estudo que identificou que uma pessoa se tornará muito boa naquilo que faz quando atingir 10.000 horas de prática. Então, nada melhor do que gravar e editar: teve uma ideia, faça; está com tempo livre, grave; tem um monte de captações, edite.

Produção audiovisual exige técnica e investimento. Hoje em dia, os equipamentos estão mais acessíveis, um celular pode gravar imagens de qualidade. Por isso, se tem uma ideia na cabeça e um celular na mão, realize. Cursos são bons para aprimorar e aumentar a rede de contatos, mas para alcançar 10.000 horas, são os minutos que te ensinarão.

PC: Que características/habilidades deve ter um videomaker para se destacar na profissão?

Penso que, em qualquer profissão, ou mesmo na vida, ter comprometimento, sinceridade, humildade, ambição, um “teco” de paixão, escuta e empatia são características que podem te ajudar a ser uma pessoa melhor e, consequentemente, um profissional melhor. Minha experiência mostra que, nem sempre, os clientes querem o vídeo mais incrível, mas, sim, um profissional que seja um parceiro e acredite no projeto.

Minha sugestão é que você seja sua melhor versão. Não separe o profissional do pessoal, mas entenda a situação e o momento em que você se encontra e tente tomar a melhor decisão. Isso significa respeitar os seus limites e também entender as necessidades dos clientes. É o equilíbrio entre você e o outro.

PC: Com a recente popularização das plataformas de compartilhamento de vídeos (como youtube, IGTV, etc.) esse mercado ficou mais concorrido? Ou as oportunidades de trabalho na área aumentaram? Isso teve impacto no seu trabalho?

As duas coisas: mais plataformas são mais oportunidades. Porém, o campo se abre para mais pessoas produzirem. Penso que em todas as áreas é assim, a concorrência sempre existirá. Por isso, acompanhe o mercado, mas mantenha o foco no seu trabalho, pois focar na concorrência não te fará melhor, apenas trará mais incertezas e, com elas, vem o medo. E medo em excesso paralisa. Mantenha-se atualizado, acredite em você e faça.

Todas essas transformações foram positivas. Hoje consigo produzir com muita qualidade, manter o meu DNA a um custo mais baixo, tudo se encaixa.

PC: A sua empresa não se limita à produção audiovisual. Como você definiria o trabalho da Mombak?

A ideia primordial da Mombak é a contação de histórias. É esse o nosso eixo. Existem várias maneiras de se contar histórias, nosso DNA é o audiovisual dentro disso.

PC: O que é sucesso para você?

Sucesso é uma palavra que o ser humano inventou para diferenciar as pessoas que possuem interesses diferentes. Sucesso não é uma emoção, não é um sentimento, é apenas uma palavra.

Ser bem-sucedido é relativo: para alguém com depressão, ser bem-sucedido é um dia sem tristeza; para um ansioso, é um dia sem pressa; para mim, ser bem-sucedido é continuar a minha história.

Direito moderno: advogado e mediador

Antes de mais nada, o advogado deve ser um grande conhecedor das leis. Não apenas para defender os direitos de seus clientes, como também para adverti-los. Mas as demandas da atualidade criam a necessidade de uma nova maneira de atuar. O número de processos nos tribunais brasileiros tem aumentado consideravelmente, o que exige do advogado um papel muito mais preventivo. Assim, o Direito moderno pede novas habilidades desse profissional. “Além de toda a técnica jurídica, o advogado precisa ter o dom de lidar com pessoas. Se não conseguir convencer a pessoa de uma ideia de forma que ela queira ouvir, você não vai ter êxito no trabalho”, explica Leonardo Ward Cruz, fundador da Ward e Toledo Piza Advogados.

Um profissional do Direito moderno

Nessa entrevista, Leonardo Ward Cruz conta como sua trajetória culminou na abertura de sua empresa. Foi voluntário no gabinete de um juiz, atuou em pequenos e grandes escritórios, tornou-se funcionário público. Abriu mão de grandes salários e, com humildade, foi bater à porta de conhecidos, em busca de clientes. Mas seu espírito empreendedor e um olhar para o bem-estar emocional de seus clientes, o levou a idealizar um modelo de negócios que tivesse a ver com suas convicções. “Eu queria criar um escritório de advocacia que tivesse um diferencial. Hoje nós usamos a conciliação para solucionar conflitos”, conta.

Confira a entrevista completa a seguir e saiba muito mais sobre a profissão de advogado e como ela pode transformar o Direito moderno.

Quanto ganha um advogado? O salário de um profissional de nível sênior gira em torno de R$ 8.720 (Fonte: Glassdoor)

PC: Como você chegou até o momento profissional em que se encontra hoje?

No último ano da faculdade, 2008, comecei um estágio em um escritório grande chamado Siqueira Castro, onde atuava na área cível, com direito do consumidor. No final do curso, tinha que conciliar o estágio, o trabalho de conclusão de curso e os estudos para a prova da OAB. Decidi, então, ir para um escritório menor, com uns 15 funcionários. Me formei em 2008 e passei na OAB. Nessa época, participei de um processo seletivo super burocrático para a PricewaterhouseCoopers, uma multinacional de auditoria e consultoria. Passei e comecei a trabalhar com direito tributário.

Em 2010, fiz pós-graduação em processo civil na PUC, ao mesmo tempo em que trabalhava na Price. Um dos professores me disse que ia virar juiz substituto em segundo grau, uma espécie de desembargador. Ele estava montando uma equipe e me convidou para fazer parte. Eu viraria funcionário público, com um cargo indicado, comissionado. Saí da Price, uma multinacional aberta ao mundo, para virar funcionário público do Tribunal de Justiça de São Paulo. Fiquei lá por cerca de dois anos. Quando chegou o final do segundo ano, eu estava muito infeliz. O trabalho era muito monótono, exclusivamente intelectual. Nesse meio tempo, um amigo empresário disse que estava precisando de um advogado, pediu indicações e eu me ofereci para trabalhar com ele.

PC: Algumas pessoas achariam loucura sair de um emprego relativamente estável e bem remunerado para ganhar bem menos. O que te motivou a fazer isso?

Todos os lugares por que passei, fui testando para ver o que realmente me fazia feliz. Como funcionário público, todo mês pingava aquele salário na minha conta. Mas, por outro lado, estava preso àquilo. Ganhava, na época, 12, 13 mil reais, e saí para ganhar dois e meio. Voltei a trabalhar em escritório pequeno, mas sabia que tinha possibilidade de crescer. Tenho uma cabeça meio de empreendedor, queria ter meu próprio negócio e me desenvolver cada vez mais. Decidi, então, ir atrás de clientes. Fiz uma lista de todas as pessoas que eu conhecia e comecei a buscar, bater na porta das pessoas. Comecei com um cliente só e, em pouco tempo, tinha conseguido uma carteira muito boa de clientes. No meio do ano, eu já tinha ganhado o dobro do que eu ganhava no tribunal.

PC: E quando decidiu que era o momento de fundar seu próprio escritório?

Fiquei dois anos e meio nesse escritório, mas chegou uma hora em que não estava mais valendo a pena. Fundei o Ward e Toledo Piza em janeiro de 2016 com meu sócio Renato de Toledo Piza.

Leonardo Ward ao lado do sócio Renato de Toledo Piza

PC: Como você buscou se diferenciar de outros escritórios de advocacia quando fundou a Ward e Toledo Piza?

Eu acredito que a maneira como eu atuo hoje reflete até mesmo minha trajetória de vida. Fui pai muito jovem, tive que amadurecer muito cedo. Por isso, hoje, eu tento evitar o litígio o máximo possível para tentar solucionar conflitos. Por exemplo, recentemente atendi uma mulher que queria se separar do marido e chegou até mim super bélica. Eu conversei com ela, aconselhando que talvez uma briga judicial não fosse o melhor para os filhos dela. Sugeri que tentássemos resolver consensualmente com o marido, conversar e explicar como funciona. Tudo isso, visando o bem das crianças. Eu acredito que essa postura acaba até fidelizando o cliente.

PC: É interessante o quanto o advogado pode ajudar a resolver situações judiciais de maneira mais harmônica. Que características o advogado moderno deve ter que vão além do Direito?

O que vai além do Direito é muita leitura sobre psicologia humana e como é o relacionamento humano em si mesmo. O advogado, além de toda a técnica jurídica, precisa ter o dom de lidar com pessoas. Se não conseguir convencer a pessoa de uma ideia de forma que ela queira ouvir, você não vai ter êxito no trabalho, principalmente nessa solução primária.

Quando uma pessoa procura um escritório de advocacia, ela já está com a cabeça focada em briga. Então a gente acaba tirando esse pensamento primário. E, tudo isso, sempre visando a dignidade da pessoa humana. Porque quando se entra em um litígio, pode até ganhar, mas, em uma guerra, o vencedor também pode acabar sem um braço, sem uma perna, então o cliente pode acabar machucado. A arte de advogar no mundo de hoje inclui convencer as pessoas de que o modo menos bélico é o mais fácil para atingir a felicidade e o bem de cada um.

PC: Essa forma conciliadora e até preventiva de atuar no Direito não é considerada a mais lucrativa por muitos profissionais. Como você avalia o impacto disso nos negócios?

Eu discordo. A princípio, pode não ser a forma mais lucrativa de atuar. Mas, a longo prazo, é muito mais lucrativa, porque a pessoa que você convenceu de que o consenso é a melhor solução para o conflito, acaba sendo fidelizada. Ela chega até nós com o espírito de briga, nós a convencemos e resolvemos o problema, então ela acaba voltando. Ganha-se a confiança do cliente. Inflamar o cliente, dizer que se ele não entrar com tais e tais processos vai acabar perdendo algo é muito mais fácil e, por isso, muitos profissionais agem dessa forma. Mas, no nosso entendimento, não é a solução mais sadia para a pessoa. Por isso, a insistência nessa solução extra judicial para acabar com o conflito.

PC: Essa pode ser considerada uma forma moderna de advogar? Você acredita que a conciliação é uma tendência para o futuro da profissão?

Sim. Inclusive, no novo código civil, elaborado em 2015, existe uma série de normas sobre mediação e arbitragem. É o modo moderno de advocacia, com certeza. Até porque os tribunais estão extremamente cheios de processos, são milhões que ingressam diariamente. Por isso, a mediação pode ser um caminho para todos os novos profissionais da área.

PC: No início da sua carreira, você teve que buscar clientes para ter sucesso profissional. Que conselhos você pode dar nesse sentido para quem está começando?

O principal de tudo para quem quer buscar clientes e empreender na advocacia é a humildade de bater na porta das pessoas que você conhece e pedir uma oportunidade para mostrar seu trabalho. Esse é o principal fator para se ter um futuro promissor. Porque, muitas vezes, com uma única oportunidade, se tem humildade, você consegue mostrar seu trabalho.

PC: O que é assessoria jurídica preventiva?

A assessoria jurídica preventiva é um contrato. É a elaboração de contratos para prevenir eventuais brigas no futuro. Uma vez, escrevi um artigo sobre a informalidade do mercado publicitário. Tudo é muito verbal e depois fica difícil buscar o direito que foi adquirido. Acontece muito de as pessoas procurarem advogado só depois que o problema já aconteceu. É muito comum e acaba sendo mais burocrático, mais complicado e, o pior de tudo, mais caro. Por isso, nós focamos no preventivo. Mas o Brasil não tem essa cultura, embora estejamos passando por um processo de mudança nesse sentido. Só que, infelizmente, ou felizmente, o fato de as pessoas não pensarem de forma preventiva acaba dando problema.

PC: Talvez felizmente para os advogados…

Não só para os advogados, mas para todos os operadores do Direito. Porque se não existissem problemas, o Direito não existiria. Então, não é só pensando no Direito, mas em todos. Se não houvesse sonegação de impostos, não haveria fiscais, se não houvesse conflitos, não haveria a necessidade de juiz.

PC: Talvez por isso, mesmo com todas as mudanças que o mercado de trabalho, no geral, vem sofrendo na atualidade, as profissões que envolvem o Direito não devem morrer…

Eu acredito que, no futuro, a advocacia de massa, vai ser muito robótica, acredito que vão haver duas ou três teses que o robô vai acabar fazendo. Tem muita gente defendendo que a advocacia vai acabar, mas eu acredito que não, porque esse contato pessoal e o problema único de cada pessoa vai ter que ser solucionado por outra pessoa e não por um comutador. Se não, o código não teria mais de mil artigos. Eu acredito que a advocacia, especialmente a que fazemos aqui, que é mais personalizada, não vai acabar tão cedo.

PC: O que é sucesso para você? Considera-se bem-sucedido?

Sucesso é felicidade no trabalho. É acordar e ir para o escritório com satisfação. Não se sentir feliz só quando chega a sexta-feira. Aquela publicação comum na sexta me deixa desgostoso pelas pessoas que não são felizes o resto da semana. No domingo, eu vou dormir feliz pensando na minha semana, no que eu preciso resolver. Sucesso é isso. Não é reflexo de muito dinheiro no bolso, acredito que o sucesso está dentro de cada um. É estar feliz com o que você escolheu, e ter realmente escolhido e não deixado a vida levar.

Mudar de carreira é fácil? Entenda como fazer essa transição

Você já pensou em mudar de carreira? Acredite, será cada vez mais comum para os profissionais mudar de profissão de tempos em tempos. E, ao contrário do que muitos pensam, isso não é um problema. Pelo contrário, é uma solução.

Os fatores para fazer essa mudança são muitos. De os altos índices de desemprego, que forçam profissionais a buscarem outras soluções, até a própria insatisfação profissional.

Qualquer que seja a razão, a verdade é que mudar de carreira aos 30 ou aos 40. Pode dar medo, mas é mais importante você estar satisfeito profissionalmente do que continuar infeliz em uma carreira que não gosta.

De acordo com a headhunter Patricia Zito, que trabalha principalmente com contratações – ou seja, ela vê pelo lado das empresas -, existe uma grande dificuldade nesse momento. Os contratantes ainda veem no especialista um valor maior do que nos iniciantes. “Como o mercado busca muito especialistas, ele também, em geral, vai dar preferência para quem já é daquela área e não vai se abrir tanto a alguém que não tenha experiência com aquilo”, explica.

Afinal, como mudar de carreira?

Aliás, vale a pena, inclusive, usar a dica da profissional como um impulsionador. Se você quer mudar de carreira, esteja preparado para estudar bastante e se especializar de todas as formas que puder. Faça cursos, participe de eventos da área e busque entender bem o mercado para ter mais segurança na hora de procurar uma oportunidade profissional. 

“O que esse profissional precisa fazer é se envolver com esse novo setor ou essa nova carreira que busca”, diz . “De repente, você não tem experiência, mas fez uma especialização no tema, isso já é um ponto a favor. Falando de empresas, se você mostra envolvimento com o assunto, mesmo não tendo trabalhado com ele, já abre mais portas.”

Já comentamos bastante por como o LinkedIn é uma ferramenta importante para qualquer profissional. E, nessa hora, ela se torna ainda mais imprescindível. Aproveite a rede social para criar um networking sólido, se envolva em grupos e converse sobre o que tem estudado e aprendido. Isso, com certeza, facilita na hora de se colocar profissionalmente. 

Outro ponto importante: segundo a headhunter, o ideal é que você não foque na sua idade, mas que entenda como usar as suas experiências anteriores, quaisquer que sejam, a seu favor: “Como as experiências que você teve em outro setor podem agregar naquele ambiente que você está se propondo a atuar? Embora você não tenha experiência naquilo, o que você fez em outros setores vai trazer algo que colabora”.

Segundo ela, poucas empresas evitam contratar pessoas fora do setor em que atuam. Isso significa que elas deixam de olhar por outro viés e aproveitarem a visão limpa de alguém de fora e que ainda não está totalmente inserido no novo mercado.

Mas isso não quer dizer que você não tem chances. Vale a pena se preparar antes de qualquer entrevista de emprego – aliás, esse é um conselho válido independente da área ou do seu momento profissional. Prepare-se bem, entenda como usar a sua própria carreira a seu favor e esteja pronto para ser desafiado. Sendo alguém novo na área, a empresa vai questionar (bastante) porque você é a melhor escolha.

Porém, se você estiver disposto a aprender e dar o seu máximo, confie. As chances da mudança não dar certo são mínimas.

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