terça-feira, maio 11, 2021
Home Mercado de Trabalho Salário emocional: empresas devem apostar em autonomia e flexibilidade

Salário emocional: empresas devem apostar em autonomia e flexibilidade

Além da remuneração, outros aspectos são responsáveis por atrair, reter e potencializar talentos, conheça mais sobre o salário emocional.

A remuneração é um dos principais aspectos responsáveis por atrair e reter talentos, mas não o único. Cada vez mais, os profissionais têm valorizado elementos não financeiros capazes de aumentar a satisfação no trabalho, é o chamado “salário emocional”.

Autonomia, bom clima organizacional, oportunidade de desenvolvimento, horário e benefícios flexíveis são alguns exemplos que integram esse conceito.

Pesquisa realizada pela startup de recrutamento Revelo, em parceria com o jornal Estadão, no ano passado, elencou as características que fazem uma empresa ser ideal para trabalhar. De acordo com 69% dos profissionais entrevistados, o horário flexível e o home office são os principais atrativos.

Em seguida aparecem empatados, com 36%, o salário acima da média do mercado e o compromisso com diversidade, sustentabilidade e outros propósitos.

Os aspectos não financeiros que contribuem para a satisfação dos funcionários têm um papel fundamental dentro e fora das empresas. Para os profissionais, representam motivação e bem-estar. Para os empregadores, são sinônimo de competitividade no mercado.

O que é o salário emocional?

O conceito está relacionado a uma série de fatores que promovem a satisfação do funcionário em trabalhar para uma empresa. Esses elementos não correspondem aos valores financeiros e benefícios obrigatórios. São aspectos atrativos que, inclusive, podem variar de acordo com cada profissional e/ou organização.

Em entrevista concedida à BBC News Mundo, em fevereiro, a especialista em recursos humanos e pesquisadora do tema, Marisa Elizundia, observou que as pessoas passam cerca de um terço da vida trabalhando e, por isso, não devem resumir a atividade apenas aos aspectos econômicos.

Nesse sentido, Elizundia avalia a necessidade de os empregadores oferecerem outros tipos de contrapartida. Ela ressalta que pessoas infelizes são improdutivas, no entanto, pondera que o salário emocional não é capaz de compensar um baixo salário econômico, sendo necessário alinhar a oferta de ambos.

Salário emocional: Vantagens para a equipe

O salário emocional não substitui a remuneração, mas trata-se de mais um incentivo para os profissionais. Ele contribui para a valorização, o sentimento de pertencimento e o prazer de trabalhar para a empresa, o que impacta positivamente nas relações interpessoais e na produtividade.

Outras vantagens podem ser observadas de forma específica para cada elemento que pode compor o salário emocional. O horário flexível, por exemplo, permite o maior equilíbrio entre a rotina de trabalho e a vida pessoal.

Os benefícios flexíveis dão autonomia para os profissionais optarem pelas vantagens mais compatíveis com o seu perfil.

Em pesquisa realizada em 20 países com profissionais de diferentes áreas, Elizundia concluiu que dez fatores contribuem para “medir” o salário emocional.

São eles a autonomia, o pertencimento, a criatividade, o plano de carreira, o prazer, o domínio da função, a inspiração, o desenvolvimento pessoal, o crescimento profissional e o propósito.

De acordo com a pesquisadora, cada indivíduo tem suas particularidades e, por isso, pode priorizar um aspecto em relação ao outro. O salário emocional, portanto, não é fixo, pode mudar com o tempo e conforme o interesse dos profissionais, mas cabe às empresas estarem atentas às suas equipes.

Salário emocional: Motivos para a adoção

Para as empresas, a adoção do salário emocional também reserva vantagens. Além de um atrativo a mais na hora da contratação, o que confere maior competitividade em relação aos concorrentes, também é uma forma de motivar a equipe.

Vale ressaltar que profissionais motivados são sinônimo de menor rotatividade para a empresa. O funcionário que se sente valorizado apresenta um comportamento mais pró-ativo e participativo, contribuindo para um bom clima organizacional e melhores resultados.

O salário emocional pode ser compreendido como uma ferramenta capaz de atrair, reter e potencializar talentos, quando bem utilizado. O autor dos livros “Filosofia de Gestão”, “Felicidade dá Lucro” e “O Fim do Círculo Vicioso”, Márcio Fernandes, atenta em sua coluna para a VOCÊ S/A, publicada no ano passado, sobre os cuidados de gestores não realizarem uma prática controversa.

Relatando sua experiência no texto, Márcio exemplifica o sentimento de um funcionário quando o salário emocional não é associado à compensação remunerada e nem ao desenvolvimento profissional. O resultado acaba sendo o oposto: desmotivação.

Salário emocional: Como implantar

A implantação desta política de valorização deve ser realizada com a participação de todos os setores e estar em conformidade com a cultura organizacional. Para a definição dos “tipos” de salário emocional que serão oferecidos, é necessário conhecer o perfil dos funcionários que integram a equipe e daqueles que a empresa deseja contratar.

É importante que os benefícios sejam compatíveis com o público que irá usufruí-los.

Outro ponto fundamental é que essas vantagens estejam disponíveis para todos os colaboradores para garantir o sentimento de pertencimento. Caso contrário, a sensação será de exclusão, o que pode resultar em efeitos contrários como o exemplificado por Márcio Fernandes em sua coluna.

O autor, inclusive, orienta que o salário emocional esteja vinculado a algo que faça sentido para a cultura da empresa e para o funcionário, não devendo “se tornar um título de nobreza”. Ele também afirma que a ferramenta não substitui ajustes de remuneração.

Vale destacar ainda que, no processo de implantação, é importante a presença de uma liderança engajada, que envolva a equipe e se preocupe com a satisfação do grupo.

Leia também – Pesquisa da ADP aponta o engajamento e resiliência dos trabalhadores, frente à pandemia de COVID-19.

RELATED ARTICLES

Bexs Banco tem mais de 40 vagas abertas em TI, banking e mais

Vagas na Bexs Banco, instituição especializada em processamento de pagamentos internacionais estão abertas para pessoas de todo o Brasil. O Bexs Banco está com mais...

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por João Bizzarri, cofundador da SkillHub. Os conceitos de...

Pesquisa da Ticket revela que 78% dos trabalhadores não permaneceram em home office integral durante a pandemia

Segundo o levantamento sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente e não permaneceram no home office...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -

Most Popular

Bexs Banco tem mais de 40 vagas abertas em TI, banking e mais

Vagas na Bexs Banco, instituição especializada em processamento de pagamentos internacionais estão abertas para pessoas de todo o Brasil. O Bexs Banco está com mais...

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por João Bizzarri, cofundador da SkillHub. Os conceitos de...

Pesquisa da Ticket revela que 78% dos trabalhadores não permaneceram em home office integral durante a pandemia

Segundo o levantamento sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente e não permaneceram no home office...

Eminem – Stronger Than I Was

We woke reasonably late following the feast and free flowing wine the night before. After gathering ourselves and our packs, we...

Recent Comments

luiz orivan boccalletti junior on Análise de currículo grátis – Sorteio 2020
Amanda Galhardo on Fui demitido, e agora? Confira
Ana Carolina Okubo on Como montar um currículum vencedor?
Carlos Eduardo on Fui demitido, e agora? Confira