terça-feira, maio 11, 2021
Home Notícias O que o surf me ensinou sobre um ambiente de trabalho de...

O que o surf me ensinou sobre um ambiente de trabalho de uma fintech

O que o surf me ensinou sobre um ambiente de trabalho de uma fintech, esse é o tema do artigo de hoje escrito por Fernanda Inomata.

Já faz mais de um ano que o mundo todo virou de cabeça para baixo em função da pandemia do novo coronavírus.

Estamos isolados, preocupados, desestabilizados, estressados – e qualquer atividade que nos tire dessa espiral de sentimentos ruins é muito bem-vinda.

Recentemente, eu descobri uma dessas atividades.

Ambiente de trabalho: O mar

O mar sempre foi o lugar onde eu me sentia revigorada. Como se as ondas, de alguma maneira, lavassem de mim todas as coisas ruins e abrissem espaço para coisas boas. Nunca foi água com açúcar que me acalmou; sempre foi água com sal.

E em meio a essa loucura da pandemia, eu senti a necessidade de estar mais perto do mar. Então, por que não aprender um esporte que eu pudesse praticar no mar?

Foi assim que o surf entrou na minha vida, há mais ou menos 5 meses. Mais do que um simples hobby, o surf tem sido uma escola para mim. Quem não surfa provavelmente não sabe, mas há toda uma etiqueta no esporte, umas regras que tornam a convivência com outros surfistas mais do que pacífica: amistosa.

Eu, como profissional de RH, logo comecei a pensar sobre como essas regras conversam com o ambiente de trabalho de uma fintech e hoje quero compartilhar as minhas reflexões com vocês.

Ambiente de trabalho: 1. Soft skills importam

Eu não sou nenhuma expert em surf. Muito pelo contrário: em matéria de pegar onda, ainda estou engatinhando. Mas nem por isso sinto que o surf não seja pra mim.

Mais do que competir, as pessoas estão ali no mar para se conectar – seja com você mesmo, a natureza ou umas com as outras.

Surfistas mais experientes ajudam os menos, que por sua vez se colocam em uma posição de humildade para observar e aprender com quem sabe.

De certa maneira, isso conversa bastante com a lógica que guia as contratações em uma fintech.

É claro que nos preocupamos com as habilidades técnicas dos candidatos. Todo programador precisa saber programar, todo vendedor precisa saber vender. Acontece que, numa fintech, isso não é tudo.

Nas grandes corporações, profissionais tecnicamente muito capazes, mas dificílimos de lidar, são mais comuns do que a gente imagina.

Já nas fintechs, as tais “soft skills” – tais como relacionamento interpessoal, colaboração, espírito de equipe, criatividade e flexibilidade – são inegociáveis.

Isso porque a gente sabe que, antes de ser um CNPJ, uma empresa é uma conjunção de CPFs. Então, se quisermos ter um ambiente de criatividade e colaboração, são as pessoas que precisam ser criativas e colaborativas.

Se quisermos que os clientes se apaixonem pelas nossas soluções, elas precisam ser feitas por pessoas apaixonadas. E como as equipes em uma fintech geralmente são enxutas, cada comportamento de cada pessoa importa. Uma só pessoa remando contra a maré já é o suficiente para afundar o barco – ou a prancha.

Ambiente de trabalho: 2. Menos burocracia e mais adaptação

Apesar de existirem previsões de marés e de altura de onda disponíveis na internet, o mar é sempre surpreendente. Seja pela arrebentação, pela temperatura da água, pelas condições climáticas ou até mesmo pelas condições indevidas de preservação ambiental, surfar é estar disposto a enfrentar o desconhecido sem manual de instruções.

Ter jogo de cintura para se adaptar rapidamente e lidar com o imprevisível é crucial para um aspirante a surfista – e também para um colaborador de uma fintech.

Nesse ambiente, a burocracia tão típica das grandes corporações dá lugar a modelos de gestão inovadores, como a metodologia Ágil e o trabalho em squads.

Essas duas práticas, vigentes aqui no Pravaler, são papo para outros artigos. Por ora, só para contextualizar, a metodologia Ágil é um conjunto de práticas que permite entregas rápidas, adaptáveis e focadas na geração de valor para o cliente, enquanto o trabalho em squads é uma forma de juntar os colaboradores em pequenos grupos multidisciplinares e concentrados em entregas comuns a todos.

Ou seja, em vez de ficarem executando as mesmas tarefas sem entender o propósito ou sem enxergar o valor desta atividade, dentro de uma fintech as pessoas tendem a ter uma rotina mais dinâmica. As melhores palavras que descrevem as fintechs são: adaptáveis e intensas. Assim como o mar.

Ambiente de trabalho: 3. Bons relacionamentos são tudo

Uma das máximas do “código de conduta do surf” é a amistosidade. O outro furou a fila e surfou a onda que você estava se preparando para pegar? Remou de volta para antes da arrebentação e entrou na sua frente bem quando você estava surfando? Dê um toque, mas não brigue. Não combina com a personalidade pacífica de um surfista.

Assim como um tom de voz autoritário e tradicionalista não combina com a personalidade de uma fintech.

As fintechs têm ganhado a preferência dos clientes justamente por serem flexíveis, amigáveis, acessíveis, práticas. Isso se reflete em uma comunicação menos formal, mais livre, mais autêntica.

Afinal, a gente acredita que é mais gostoso se relacionar com uma empresa que trata o cliente como um ser humano, em vez de encará-lo apenas como um número ou uma cifra.

É dessa relação próxima que vem a transparência e a sensação de que as fintechs são mais do que empresas: são um conjunto de pessoas apaixonadas e perseguindo um propósito maior.

No Pravaler, a gente trabalha com crédito estudantil. Mas o que faz todos nós vestirmos a mesma camisa e nos doarmos dia após dia é a nossa vontade de mudar o mundo por meio do acesso à educação.

Essa foi a onda que eu escolhi surfar. E você, por onde anda surfando?

Ambiente de trabalho: Sobre Fernanda Inomata

Fernanda Inomata é líder de Assuntos Institucionais do Pravaler, plataforma de soluções financeiras para educação.

RELATED ARTICLES

Bexs Banco tem mais de 40 vagas abertas em TI, banking e mais

Vagas na Bexs Banco, instituição especializada em processamento de pagamentos internacionais estão abertas para pessoas de todo o Brasil. O Bexs Banco está com mais...

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por João Bizzarri, cofundador da SkillHub. Os conceitos de...

Pesquisa da Ticket revela que 78% dos trabalhadores não permaneceram em home office integral durante a pandemia

Segundo o levantamento sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente e não permaneceram no home office...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -

Most Popular

Bexs Banco tem mais de 40 vagas abertas em TI, banking e mais

Vagas na Bexs Banco, instituição especializada em processamento de pagamentos internacionais estão abertas para pessoas de todo o Brasil. O Bexs Banco está com mais...

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes

A importância de desenvolver as soft skills dos líderes, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por João Bizzarri, cofundador da SkillHub. Os conceitos de...

Pesquisa da Ticket revela que 78% dos trabalhadores não permaneceram em home office integral durante a pandemia

Segundo o levantamento sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente e não permaneceram no home office...

Eminem – Stronger Than I Was

We woke reasonably late following the feast and free flowing wine the night before. After gathering ourselves and our packs, we...

Recent Comments

luiz orivan boccalletti junior on Análise de currículo grátis – Sorteio 2020
Amanda Galhardo on Fui demitido, e agora? Confira
Ana Carolina Okubo on Como montar um currículum vencedor?
Carlos Eduardo on Fui demitido, e agora? Confira