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FOMO: como 2020 despertou a atenção para uma síndrome ligada à tecnologia

Psicóloga Dra. Ana Gabriela Andriani explica que a síndrome FOMO, ou Fear Of Missing Out, é caracterizada por muita ansiedade e comparação com os outros.

Síndrome FOMO: o que é isso?

A síndrome foi descrita pela primeira vez em 2000. Basicamente, o FOMO é um dos sintomas decorrente do vício em redes sociais e internet. Suas consequências vão desde angústia e tristeza até depressão.

Segundo alguns estudos, essa doença aparece principalmente em jovens e adultos até 34 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade. De acordo com especialistas, essa angústia social é causada porque a relação dos usuários com a tecnologia ainda é uma novidade.

Síndrome FOMO: ansiedade alta

Já parou para pensar em quantas vezes você checa seu celular por dia, mesmo sem nenhuma notificação? E o por que de fazer isso? A síndrome conhecida como FOMO (Fear Of Missing Out) foi descoberta pela primeira vez em 2000 por Dan Herman e aperfeiçoada anos depois por Andrew Przybylski e Patrick McGinnis como o medo de perder oportunidades e sentir que outras pessoas estão vivendo algo que você não está.

A psicóloga Dra. Ana Gabriela Andriani conta que “essa síndrome é comum em adultos e adolescentes e é caracterizada por muita ansiedade. A pessoa que possui FOMO está sempre conectada à internet e ansiosa para saber onde e o que os outros estão fazendo”.

Síndrome FOMO: vício na internet

Uma pesquisa da Sociedade de Psicologia Australiana mostrou que 51% dos adolescentes ficam muito ansiosos quando não sabem o que seus amigos estão fazendo. Isso significa que, mesmo quando estão em uma roda socializando, eles precisam estar conectados à internet para se sentirem completos.

“Quem tem essa síndrome é uma pessoa que não consegue aproveitar o momento presente. É muito provável que ela seja deprimida, se sinta inferior e incompetente”, explica a psicóloga.

Síndrome FOMO: como 2020 e o isolamento social contribuíram para o aumento da FOMO no Brasil

Por causa do isolamento social mundial causado pela pandemia do Covid-19, as redes sociais se tornaram mais importantes do que já eram para o convívio humano. Por isso, segundo pesquisa recente da Universidade La Salle, nos Estados Unidos, cerca de 50 milhões de pessoas sofrem de Internet Addiction Disorder (Transtorno do Vício de Internet) e isso afeta diretamente os pacientes de FOMO.

“O cenário da pandemia fez com que todos precisassem estar isolados em suas casas e isso causou um grande atrito entre a relação celular x ser humano. As LIVES estão em alta porque mostram, em tempo real, o que cada um está fazendo, mesmo que não estejam fazendo nada. Isso conecta as pessoas entre si para que elas não se frustrem com o seu isolamento”, comenta a especialista.

Dra. Ana Gabriela Andriani é graduada em Psicologia pela PUC-SP e Mestre e Doutora pela UNICAMP, além disso é pós-graduada em Terapia de Casal/Família pelo The Family Institute, Northwestern University – Evanston, IL (USA).

A interrupção digital é um vício que precisa ser trabalhado com ajuda profissional. A FOMO traz uma constante comparação com o outro e um desejo de ter o que o outro tem. “Esse ano está sendo complicado para pacientes viciados em redes sociais. O aumento do diagnóstico se dá não apenas pela quarentena, mas também, pelo desrespeito de alguns ao isolamento. Você estar em casa e o outro não, causa mais angústia e frustração ainda”, finaliza Dra. Ana Gabriela Andriani.

Síndrome FOMO: o que fazer

O primeiro passo é identificar que você tem os sintomas da síndrome FOMO. A partir disso, tentar reduzir o tempo nas redes sociais pode ajudar consideravelmente. Existem aplicativos que sinalizam o tempo que você fica conectado nas redes sociais, baixá-los pode ser um bom guia.

Também é importante praticar atividades que estimulem sua saúde mental. Separamos uma lista de aplicativos para ajudar na saúde mental. Confira lista completa aqui.

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