Pesquisa da Microsoft questiona se mercado de trabalho está pronto para o modelo híbrido

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Dados do estudo e visão de executivo da consultoria Bullseye apontam tendências urgentes que os líderes devem considerar com o método híbrido à medida que o formato se desenvolve.

Falar que o mercado de trabalho e as relações profissionais mudaram drasticamente no último ano é chover no molhado. A começar pela mais importante delas: a atividade profissional foi para dentro das casas, de presidentes a funcionários.

Ao longo deste ano foram muitos desafios, incluindo soluções para ter eficiência de equipe, como desenvolver uma boa liderança sem contato físico, como contratar, entre tantos outros pontos.

Mas chegou a hora de falar do futuro. E é mirando o futuro do mercado de trabalho que a Microsoft desenvolveu uma pesquisa chamada: ‘The Next Great Disruption Is Hybrid Work-Are We Ready?’ , questionando se estamos prontos para o modelo híbrido.

Método híbrido de trabalho: O que conta o fundador da empresa de recrutamento

Jorge Martins, fundador e sócio da empresa de Recrutamento e Seleção Bullseye, observa que no Brasil as empresas já consideram esse modelo para quando as atividades forem retomadas.

“Esse último ano funcionou como um test drive onde as organizações tiveram uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. Ficou claro que é possível trabalhar de casa e apresentar resultados positivos.

Ganha a empresa e o funcionário que não precisa se deslocar horas por dia em um transporte público ou pegar trânsito. Por outro lado, existem pontos de atenção que a empresa precisa ter em relação a interatividade de equipe que pode trazer complicações”, aponta o especialista.

Método híbrido de trabalho: Vacinação com ritmo avançado

Países como Estados Unidos, Nova Zelândia e alguns da Europa, que já estão com a vacinação em ritmo mais avançado, já estão validando o modelo híbrido onde funcionários vão a empresa alguns dias e trabalham de casa outros.

A Microsoft foi a cobaia para pesquisa que está testando sobre esse formato e aplica o modelo híbrido para mais de 160.000 funcionários em todo o mundo.

O trabalho híbrido é inevitável e líderes empresariais estão promovendo atualizações para acomodar o que os funcionários desejam: o melhor dos dois mundos.

Método híbrido de trabalho: O que conta o estudo

O estudo diz, por exemplo, que 66% dos gestores entrevistados estão considerando promover mudanças físicas nos escritórios já se adequando à necessidade de 73% de funcionários que dizem querer mais flexibilidade.

“Estamos todos aprendendo à medida que avançamos, mas sabemos duas coisas com certeza: o trabalho flexível veio para ficar e o cenário de talentos mudou fundamentalmente. O trabalho remoto criou novas oportunidades de trabalho para alguns, além de mais tempo para a família e não necessidade do deslocamento diário. No entanto, as equipes ficaram mais isoladas este ano e o esgotamento digital é uma ameaça real e insustentável”, destaca a pesquisa.

Entre os desafios, Jorge destaca também que é necessário levar cada vez mais em conta a humanidade e empatia para ambientes profissionais. “Vídeos chamadas básicas para saber como o funcionário tem lidado com o dia a dia, se mostrar aberto e atento para ouvir, além de ser solidário para ajudar nos problemas vai ajudar muito a fortalecer essa relação de gestores e funcionários que é tão importante. E todos saem ganhando”, observa Martins.

Método híbrido de trabalho: Alguns dados de destaque na pesquisa

• Com mais de 40% da força de trabalho global considerando deixar seu empregador este ano, uma abordagem cuidadosa ao trabalho híbrido será crítica para atrair e reter talentos diversos.

• Um em cada cinco entrevistados da pesquisa global disse que seu empregador não se preocupa com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 54% se sentem sobrecarregados. 39% se sentem exaustos. Além disso, funcionários chamam atenção para o esgotamento digital com alto volume de reuniões e chats que aumentam a cada dia.

• A Geração Z, que nasceu entre 90 e 2010, está enfrentando mais desafios. Desde trazer novas ideias para a mesa, até simplesmente se sentir engajado ou animado com o trabalho.

• A normatização do que acontece no dia a dia das casas aumentará a produtividade e o bem-estar. À medida que as pessoas enfrentavam um estresse sem precedentes, balanceavam creches e educação em casa, trabalhavam em salas de estar, acalmavam cachorros latindo e afastavam gatos curiosos, algo mudou: o trabalho se tornou mais humano.

Método híbrido de trabalho: Modelo de trabalho conservador

“Não se afastando muito de outros países, o Brasil adotava um modelo de trabalho muito conservador, onde existia o medo do funcionário que não estivesse sentado na mesa do escritório pelo menos de 9 às 18h não estivesse produzindo.

Além disso, muitas empresas adoravam ver seus times fazendo longas horas extras – algumas ainda utilizam este método para identificar “profissionais dedicados”.

Contudo, hoje o home office mostrou que era uma visão equivocada e, por mais que tenham empresas que não passem a adotar o modelo híbrido, essa discussão está aberta e o debate sobre esse ponto só vai trazer benefícios,” finaliza Jorge.

Método híbrido de trabalho: Sobre Jorge Martins

Executivo com expertise em melhoria de processos e habilidades de gestão de pessoas. É formado em Administração com MBA em Marketing e mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, gestão comercial, recursos humanos, finanças e marketing em empresas como: IBM, Robert Half e Bullseye Executive Search. Fundador da consultoria Bullseye.

Leia também – 7 dicas para o colaborador se preparar para o modelo híbrido de trabalho.

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