35% dos profissionais LGBTQ+ já sofreram discriminação no trabalho, segundo LinkedIn

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Preconceito LGBTQ+:mais de 81% dos profissionais LGBTQ+ brasileiros acreditam que empresas precisam ser mais acolhedoras.
A diversidade ainda precisa avançar no mercado corporativo. Uma pesquisa encomendada em 2019 pelo LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, que ouviu mais de mil profissionais do mercado brasileiro, mostra que 81% dos profissionais LGBTQ+ acreditam que ainda falta muito para as empresas acolherem melhor esse público.

Preconceito LGBTQ+ acontece mais com colegas de trabalho

A pesquisa foi feita com profissionais LGBTQ+ e heterossexuais e, apesar de 54% dos LGBTQ+ afirmarem que a empresa onde trabalham possui práticas inclusivas, 35% dos respondentes LGBTQ+ relataram já ter sofrido discriminação no ambiente de trabalho. A maior parte da discriminação foi feita por colegas. Cerca de 12% dos entrevistados que sofreram algum preconceito afirmaram ter sofrido de forma direta ou velada por líderes da empresa, incluindo gestores diretos.

O estudo revelou que piadas e comentários homofóbicos foram os mais citados entre as formas de discriminação. Isso explica porque 83% dos profissionais LGBTQ+ acreditam que empresas deveriam criar medidas de responsabilização de colaboradores que cometerem discriminação por causa da orientação sexual e identidade de gênero de seus colegas. Entre os heterosexuais, 75% também apoiam esse tipo de iniciativa.

Preconceito LGBTQ+: 22% têm medo de falar sobre orientação sexual no trabalho

De acordo com o estudo, 50% dos entrevistados já assumiram sua orientação sexual no trabalho abertamente, 25% já contaram a alguns de seus colegas e 25% não revelaram a ninguém.

Entre aqueles que disseram não falar abertamente sobre a orientação sexual ou a identidade de gênero com qualquer pessoa no ambiente de trabalho, 22% admitiram que é por medo de sofrer represália dos colegas e 14% temem retaliação dos gestores diretos. O medo de a orientação sexual influenciar negativamente o crescimento dentro da empresa foi citado por 15%, enquanto 12% temem que sua capacidade profissional seja colocada em xeque e 9% receiam que sejam demitidos.

A decisão de não revelar sua orientação sexual, ainda passa por questões pessoais: 51% afirmaram que não consideram necessário, 37% disseram não gostar de falar sobre a vida pessoal no trabalho e 32% revelaram que não contam sua orientação sexual nem dentro nem fora do ambiente de trabalho.

Preconceito LGBTQ+: impulso à diversidade

Para trazer à tona o tema da luta LGBTQ+ e promover um ambiente mais inclusivo e diverso, o LinkedIn realiza, anualmente, durante todo mês de junho, a campanha #ProudAtWork, que busca incentivar na rede da plataforma esse debate.

Neste ano, a campanha tem como objetivo abrir a conversa sobre os desafios que os profissionais LGBTQ+ superaram no mundo do trabalho, as vitórias da comunidade nos últimos anos e como as empresas vêm implementando políticas e programas de diversidade para promover um ambiente mais inclusivo. A ação inclui um vídeo com relatos de profissionais sobre suas histórias de superação e seu papel como transformadores da luta do orgulho ao longo dos anos.

É preciso proteção legal contra preconceito LGBTQ+, segundo Heach Recursos Humanos

Uma outra pesquisa indicou que 25% dos profissionais LGBTQ+ já sofreram algum tipo de preconceito. O levantamento da Heach Recursos Humanos destaca a discriminação em processos setivos.
É inegável que existe e está acontecendo um processo de evolução no mundo empresarial, e 93% das empresas que estão inscritas no Fortune 500 apresentam políticas de não discriminação que incluem orientação sexual, além disso 65% incluem benefícios para os transgêneros.

Outro ponto importante a se destacar é que mais que 70 países proíbem a discriminação no emprego por causa da orientação sexual, incluindo EUA, França, Alemanha, Holanda, Suíça e Reino Unido e Brasil. Parece um enorme avanço, mas há uma longa trilha a ser percorrida, porque , a maioria dos países ainda não oferece proteção legal para funcionários LGBTQ+.

A Heach Recursos Humanos realizou uma pesquisa com mais de 300 candidatos LGBTQ+ e descobriu que um quarto dos participantes relata ter sofrido, em pleno ano de 2020, algum tipo de discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero ao se candidatar á uma vaga de emprego. E não para por aí.

A pesquisa também mostra que 75% dos funcionários LGBTQ+. ouviram piadas de lésbicas e gays no trabalho, enquanto 37% ouviram piadas bissexuais e 41% ouviram piadas de transgêneros. Outro dado interessante é que 20% dos trabalhadores relatam sentir exaustos por gastar tempo tendo que ocultar a sua identidade sexual.

“55% dos entrevistados relataram estar mais propensos a permanecer numa empresa com políticas de inclusão bem definidas, do que trocar de emprego para um local onde serão desrespeitados, ainda que com salários e benefícios maiores”, comenta Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos.

Outra informação que chama a atenção é que menos que 1% dos líderes são abertamente LGBTQ+. Na lista da Fortune 500, apenas 0,3% se declaram sem nenhum problema e medo.

Segundo o CEO, empresas inteligentes possuem políticas de inclusão e diversidade bem definidas e tratam isso como diferencial competitivo para o sucesso do negócio, afinal onde há um ambiente de respeito mútuo e abertura para o diálogo, as diferenças podem ser somadas para gerar perspectivas infinitas para qualquer negócio. “Nesse sentido, tratar a inclusão demográfica e cognitiva como diferencial estratégico, deve ser uma prioridade para Gestores e RH”, finaliza Elcio Paulo Teixeira.

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