Ressignificação do trabalho: Do office centric ao professional centric

Trabalho pós-pandemia

Ressignificação do trabalho: Do office centric ao professional centric, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil.

Veja como mudou drasticamente o trabalho pós-pandemia e como isso afetou nas empresas. 

O cenário adverso com o qual nos deparamos nos últimos meses, que nos impôs repentinamente um novo modelo de trabalho, não só modificou os processos e a rotina das empresas, como escancarou a importância da valorização dos profissionais, e a possibilidade de proporcionar a eles um novo estilo de vida – com mais liberdade, proximidade com a família e flexibilidade.

É fato que, diante disso e do surgimento de novas necessidades, o trabalho não será mais o mesmo. E que bom que não.

Trabalho pós-pandemia: O home office

O protagonismo do home office trouxe à tona pontos fundamentais à evolução das empresas e, principalmente, das pessoas, antecipando fortes e cruciais tendências para o futuro do trabalho, que antes acabavam passando despercebidas.

Não é mais possível dissociar trabalho, de bem-estar, qualidade de vida e equilíbrio. As organizações que se atentaram a isso durante a pandemia, por exemplo, e ouviram o que seus funcionários tinham a dizer – sobre anseios, dificuldades, sugestões, sentimentos – foram as que mais rápido se adaptaram ao novo normal.

O relatório anual da Workana feito neste contexto que estamos vivendo revela que só 11,9% das empresas disseram ter disponibilizado canais de comunicação entre colaboradores e líderes.

Trabalho pós-pandemia: Pesquisa Workana

O número ainda é baixo, é inegável. No entanto, ele nos mostra que a perspectiva professional centric – que segundo a Workana, é a ressignificação do trabalho, na qual deixa-se de lado o conceito office centric (centrado no escritório), para focar em qualquer lugar onde o profissional esteja e esteja bem -, vem ganhando um espaço importante junto aos gestores que estão se movendo rumo ao futuro – novo.

Ainda há muito a ser feito? Sem dúvidas. Para 11,8% das pessoas que trabalham com carteira assinada, falta clareza nas comunicações da empresa, o que acaba desencadeando vários pontos a serem melhorados – inclusive relacionados a transtornos psicológicos, como ansiedade.

Mas, a meu ver, estamos no caminho certo em direção a relações mais sólidas, que promovam o desenvolvimento da carreira dos profissionais – de líderes a liderados, de freelancers a registrados. E esses profissionais estão pensando e exteriorizando mais esse anseio, como podemos ver abaixo no infográfico da Workana:

Acredito que os esforços se voltarão – mais, pois já noto uma movimentação quanto a isso – ao que os profissionais querem e precisam. A tomada de decisões tem que acontecer de baixo pra cima.

Trabalho pós-pandemia: Mudança nos chefes

Os chefes têm que se tornar líderes, e isso implica em acompanhar e atuar junto com o profissional no aprimoramento de suas habilidades, fortalecendo a comunicação e tornando-a mais transparente a respeito de plano de carreira, desafios, decisões e conquistas. Isso, consequentemente, tende a deixar todos mais satisfeitos e comprometidos com o trabalho e a missão da empresa.

Seguindo a perspectiva professional centric, apesar de o mundo ser volátil, incerto, complexo e ambíguo, e ser praticamente impossível estarmos totalmente preparados para as inúmeras mudanças diárias e ao que está por vir, as organizações devem praticar uma cultura corporativa que seja efetiva e inclusiva.

Sair do office centric para o professional centric exige uma mudança de gestão e cultura, com a necessidade de uma nova proposta estrutural quanto ao trabalho remoto, por exemplo, que quando adotado, não deve vir como benefício, mas sim, parte de um plano maior pró-colaborador.

Por outro lado, vejo que os profissionais do futuro precisarão conviver com as incertezas – assim como os freelancers. Além do equilíbrio individual, tem que haver equilíbrio funcionário x empresas. O futuro trará garantia de sucesso a equipes alinhadas, com uma boa comunicação, comprometidas e unidas, independente da adversidade que venha a surgir.

Trabalho pós-pandemia: Sobre Daniel Schwebel

Com mais de 17 anos de experiência em liderança de equipes e ex-LinkedIn, Daniel Schwebel é Country Manager da Workana no Brasil. O executivo possui formação em marketing e pós graduação em Gestão de Negócios e Valorização de Empresas pela FIA.

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