Assessoria do LinkedIn

Boa notícia sobre o desemprego no Brasil para 2020. O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, divulga estudo inédito. De acordo com pesquisa, 80% dos recrutadores brasileiros acredita na melhoria da taxa de emprego em 2020. Batizado de “O sentimento do recrutador”, o levantamento foi feito de abril a maio deste ano, com 300 entrevistados de empresas de médio a grande porte.

De acordo ainda com a pesquisa, dos outros 20% dos respondentes, 16% disse não acreditar numa melhoria na taxa de emprego. Enquanto 4% não souberam responder. Dentre os fatores citados para esse otimismo, estão as reformas econômicas previstas pelo governo atual.

Quando questionados sobre a proporção de vagas abertas e candidatos, 46% viu uma relação de talentos maior para a quantidade de vagas. Outros 38% afirmaram ter visto quantidade maior de vagas do que candidatos certos para as oportunidades. E apenas 15% disse ter visto uma comparação igual.

Setores mais recrutados

O estudo também mapeou quais setores os entrevistados notaram o maior número de vagas abertas no primeiro trimestre de 2019. O setor de tecnologia da informação — o famoso “TI” — ficou em 76%, seguido pelo de transporte e logística (67%), construção (59%), manufatura (52%) e automotivo (50%). 

Já os que tiveram o menor índice foram as organizações sem fins lucrativos, com 21%. Seguidas pelo setor jurídico (27%), design (38%), segmento imobiliário (43%). Já o varejo ficou empatado também, por sua vez, com recreação & turismo e mídia & comunicações (44%).

Ao serem perguntados sobre quais setores que teriam mais dificuldades para recrutar, os entrevistados citaram também o segmento de TI em primeiro lugar (48%). Seguido pelo financeiro & bancário (41%), saúde 29%, manufatura e administração pública, empatados em quarto lugar (28%) e transporte & logística (27%).

O candidato multidisciplinar e o desemprego no Brasil

O levantamento mostrou também que 51% acredita que é prioridade encontrar candidatos com experiências profissionais diferentes.

Uma das explicações para essa procura por talentos com perfis diferentes da área de atuação é por conta da recessão. Mais de 30% dos entrevistados afirmou que as empresas passaram a procurar, nos últimos 12 meses, por tipos diferentes de candidatos do que estavam procurando antes por conta do cenário econômico brasileiro. Com isso, vagas que antes eram ocupadas apenas por pessoas do setor, passaram a ser preenchidas também por pessoas sem a formação na área, mas que de alguma forma, poderiam trazer benefícios às organizações. É o caso, por exemplo, do cientista de dados, que segundo outro estudo do LinkedIn, foi um dos cargos mais recrutados no ramo financeiro e de serviços.

Soft Skills continua com poder competitivo no mercado

“Com as companhias buscando novos perfis para as vagas, as chamadas competências interpessoais, ou soft skills, ganharam uma atenção maior. Isso porque, se tornaram aliadas especiais para talentos que não têm determinadas habilidades técnicas, mas que, por exemplo, sabem trabalhar bem em equipe, se comunicam bem ou sabem negociar”, comenta Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina.

O que o candidato procura

Além de muitas empresas estarem à procura de novos tipos de talentos, o estudo revelou que isso é decisivo na hora da optar pela contratação. E, por isso, estão oferecendo um salário acima do padrão de mercado e melhores pacotes de benefícios. Nesse sentido, 58% dos recrutadores esperam que as negociações salariais se tornem prioridade para os candidatos em 2020. Cerca de metade deles também espera que os talentos procurem por mais oportunidades de trabalho flexível e um melhor seguro de saúde.

“O salário e a transparência de como ele é comunicado pela empresa aos funcionários é, de fato, um dos itens importantes que o candidato leva em consideração na sua busca por emprego. Contudo, temos observado um movimento cada vez maior de pessoas que também estão mais preocupadas com a possibilidade de trabalhar um dia de casa ou fazer parte de uma companhia cujos valores sejam mais alinhados aos seus”, explica Milton. “Esse movimento é maior nas gerações mais novas, principalmente entre os milleniums. No entanto, nada impede que outras faixas etárias também comecem a replicar o comportamento, inclusive com o crescimento das startups, que muitas vezes já nascem com essa cultura”, completa o executivo.

Também foi perguntado sobre quais elementos eram mais importantes na hora de um candidato aceitar uma proposta de emprego. A oportunidade de crescimento na carreira ficou em primeira posição (60%). Os entrevistados citaram ainda itens como um pacote com mais benefícios (53%). Um bom equilíbrio vida-trabalho (47%), O aumento de salário (45%). E ser uma companhia com valores e cultura alinhados aos do candidato (31%).

Como driblar o desemprego no Brasil

Bem, e para aproveitar essa oportunidade de melhora na taxa de desemprego no Brasil, é importante estar preparado. Por isso, não deixe de atualizar o seu currículo e perfil no LinkedIn.

No PraCarreiras você encontra uma editoria apenas sobre LinkedIn. Veja aqui como funciona o LinkedIn e todas as estratégias para você ter um perfil campeão e se relacionar bem na rede.

Também não deixe de conferir nossa editoria de Currículo. Aprenda como montar um bom currículo de acordo com os principais recrutadores do mercado.

Por fim,

Certamente, com a informação e o preparo certos, o desemprego no Brasil não irá afetar tanto a sua carreira.

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