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Empresas devem pensar mais em qualidade nos escritórios

Mesmo com o fim da pandemia, trabalho remoto deve permanecer.

Assim, empresas devem focar em ter escritórios menores, com melhores localizações e espaços mais confortáveis, para favorecer o trabalho colaborativo e encontros informais.

O aumento do número de pessoas vacinadas não deve significar a volta à rotina normal de trabalho. Não pelo menos para quem atua profissionalmente em escritório, de acordo com a especialista em desenvolvimento humano e cultura e coach executiva, Caroline Marcon.

Qualidade nos escritórios: para confirmar

A fim de embasar sua afirmação, Caroline cita pesquisa global realizada pela Harward Business Review, na qual 32% das pessoas entrevistadas (especialmente mães com filhos pequenos) disseram não querer voltar mais ao escritório. Não obstante, neste mesmo estudo, 21% dos entrevistados (em sua maioria solteiros e quem mora sozinho) afirmaram ter vontade de trabalhar no escritório em período integral.

Jogando mais luz ao seu posicionamento, Caroline destaca pesquisa global realizada pela renomada consultoria empresarial norte-americana Mckinsey, em que 75% dos pesquisados afirmaram ter o desejo de continuar tralhando em home office de duas a três vezes por semana. Diante disso, a especialista é peremptória: o futuro do trabalho será através do modelo híbrido, com pessoas dividindo suas horas de trabalho entre a casa e o escritório.

Qualidade nos escritórios: bons resultados

Segundo a especialista, muitas empresas comemoraram, durante a pandemia, os bons resultados financeiros do home office, além de perceberem o impacto desse tipo de modalidade de trabalho na cultura da empresa e na saúde mental de seus funcionários. Nesse sentido, fizeram modificações em suas instalações para se adequarem ao modelo de trabalho híbrido.

Caroline cita o exemplo das empresas Vale e Petrobras. A primeira criou um aplicativo para reservas de espaço para áreas administrativas, buscando transformar o escritório tradicional em hubs de inovação e colaboração. A segunda está liberando nove prédios administrativos e criando “smart offices”, com espaços compartilhados.

De acordo com Caroline, a estimativa é que, mesmo com o fim da pandemia, pelo menos 20% do trabalho continue sendo feito de maneira remota. Ou seja, o escritório precisará de aproximadamente 80% do espaço que tinha antes. “Assim, as empresas devem investir menos em metragem e mais em qualidade, tornando os espaços mais confortáveis”, diz.

Qualidade nos escritórios: ida ao escritório

Até porque, se a ida ao escritório para trabalhar já não é mais tão necessária, o mesmo não se pode dizer do encontro, da troca, do olho no olho, das conversas informais e do cafezinho. “Isso está mais valorizado do que nunca”, afirma Caroline.

É nesse sentido que para as empresas a localização do escritório e a disposição do ambiente tornaram-se mais importantes do que a metragem. “Desse modo, é preciso dar preferência por áreas com bons restaurantes e serviços próximo a clientes e com boas condições de tráfego. Além de garantir espaço para trabalho colaborativo e encontros informais”, enfatiza.

A especialista também alerta para a importância dos espaços para reflexão, salas mais silenciosas onde as pessoas possam trabalhar mais “sozinhas”, sempre que houver necessidade de uma atividade que exija mais foco e atenção.

Para a consultora organizacional, o momento de as empresas pensarem a volta à rotina do escritório, tendo em vista as novas demandas por um modelo híbrido, está chegando. “Trata-se de uma chance valiosa de criar uma experiência melhor para os talentos, incentivando a colaboração e melhorando o bem-estar geral para aumentar a produtividade e reduzir custos”, diz.

Contudo, segundo Caroline, apesar de tendências, que podem e devem ser seguidas, não há uma fórmula mágica. “Cada empresa precisa encontrar a sua forma de fazer esta engenharia, sempre levando em conta a cultura que precisa promover”, pondera.

Qualidade nos escritórios: mudança na relação entre líderes e liderados

Além do modelo híbrido do trabalho, com destaque para o home office, o mundo pós-pandemia será marcado, conforme a consultora organizacional, pela automação na gestão. “Até 2024, as novas tecnologias têm o potencial de substituir até 69% das atividades típicas dos gerentes, tais como distribuir o trabalho e estimular a produtividade”, diz.

Ao mesmo tempo que as interações profissionais entre líder e liderado se tornam predominantemente virtuais, cresce a necessidade por mais conexão emocional devido ao momento delicado pela qual a humanidade está passando. Dessa forma, segundo Caroline, muda-se a expectativa dos profissionais em relação ao comportamento gerencial.  “É cada vez mais importante que os gerentes entendam como cada membro da equipe se sente e que tipo de apoio precisa para trabalhar e viver melhor”, afirma. Para isso, segundo a especialista, a empatia se torna habilidade fundamental.

Para manter um relacionamento mais estreito com seus colaboradores em tempos de trabalho remoto e cada vez mais automatizado, liderando times virtuais de forma produtiva, a consultora organizacional recomenda alguma ações à equipe gerencial. Todas elas passando por diversos encontros durante a semana.

No início e no fim da semana, Caroline afirma ser essencial a realização de reuniões gerais para definições de prioridades, planejamento e reflexões. “Na sexta-feira, por exemplo, comece o encontro fazendo um check-in, perguntando individualmente aos colaboradores como cada um está se sentindo e o que foi mais positivo e onde mais encontraram dificuldades durante as atividades da semana”, diz

Já de terça a quinta-feira, além de reuniões com o time inteiro, o foco deve ser em encontros individuais. “Tenha pelo menos uma reunião semanal com cada membro do seu time. Mesmo que seja breve, procure ajudar na resolução de problemas novos e desafiadores. Além disso, nos encontros coletivos, fale sobre experimentos de melhorias, buscando facilitar uma conversa para que resolvam os problemas de forma conjunta”, explica.

Qualidade nos escritórios: sobre Caroline Marcon

Caroline Marcon

Graduada em Direito e em Administração de Empresas com mestrado em Comportamento Organizacional. Certificada em Coaching Executivo pela Columbia University New York, em ferramentas de Transformação Cultural pelo Barrett Values Centre, em Gestão da Mudança pelo MIT Sloan e em Meditação pelo Dr. Deepak Chopra e equipe nos EUA.

Fundadora da Marcon Leadership Consulting e sócia da Field Top Teams Consulting, empresas especializadas em desenvolvimento executivo. Atuou na consultoria global Korn Ferry por nove anos como diretora e coach executiva. Antes disso, trabalhou por cinco anos como consultora para a Organização das Nações Unidas (ONU) na International Telecommunications Union (ITU) e, paralelamente, como consultora de RH na Oi.

Leia também – 7 idiomas diferentes para começar a estudar.

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