Mulheres acham que merecem menos na carreira, aponta nova pesquisa do LinkedIn

mulheres no mercado de trabalho

Mulheres no mercado de trabalho: entre os obstáculos, está o condicionamento social que faz com que as mulheres se sintam menos merecedoras do que os homens, criando uma lacuna de direitos que afeta diretamente suas vidas profissionais

  • 82% das brasileiras entrevistadas acreditam que possuem menos direitos do que os homens no ambiente de trabalho
  • Quase metade (44%) das profissionais nunca pediu um aumento ou promoção mesmo acreditando exceder as expectativas para o cargo

Os preconceitos existentes com relação ao gênero no mercado de trabalho, construídos a partir do contexto social, faz com que as mulheres tenham um viés inconsciente de que não podem ter as mesmas oportunidades do que os homens. De acordo com um levantamento conduzido pelo LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, 82% das brasileiras acreditam que possuem menos direitos do que os homens ao longo de suas carreiras.

Os dados, resultados de uma pesquisa feita com mais de 2.000 profissionais entre 25 e 55 anos do Brasil, em fevereiro deste ano, evidenciam uma série de dificuldades das mulheres no desenvolvimento de suas vidas profissionais. Cerca de 47% das profissionais nunca pediram um aumento ou promoção fora da sua avaliação de desempenho anual, mesmo sentindo que sua performance é acima do esperado para o atual cargo. A partir do momento em que sentem que merecem, elas esperam, em média, 1 ano e 3 meses para ter esta conversa com o empregador. No caso das mulheres negras, este período é ainda mais longo, com uma em cada quatro afirmando aguardar mais de 1 até 2 anos para chegar a esta negociação.

Além disso, na hora de aceitar um emprego em uma nova empresa, 37% delas afirmam nunca terem negociado seus salários, com cerca de 44% dizendo que não se sentem confortáveis em ter esta conversa. No caso dos homens, este número é de pouco mais de 34%.

Mulheres no mercado de trabalho: expectativa e desenvolvimento de carreira

O levantamento também aponta que 48% das mulheres dizem que esperam vivenciar um momento em suas carreiras em que reduzem as suas expectativas e reavaliam o progresso que acreditavam ser possível. Elas começam a se sentir assim com, em média, 29 anos de idade. Entre os principais motivos citados estão o entendimento de que a sociedade ainda não superou a desigualdade de gênero (37%), o aumento da carga mental causada pela responsabilidade de gerenciar a vida profissional e pessoal (32%) e uma licença maternidade ou pausa na carreira (21%).

De acordo com Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos do LinkedIn, este cenário traz para discussão o viés inconsciente como um limitador no avanço das mulheres no mundo profissional. “Percebemos uma série de preconceitos incorporados no dia a dia, construídos em nosso contexto social, que reforçam uma ideia equivocada de que as mulheres não podem ser tão bem-sucedidas quanto os homens. Este pensamento afeta, inclusive, a maneira como essas profissionais tomam decisões em suas trajetórias. É preciso quebrar este paradigma e agir para mudarmos esta mentalidade”, afirma.

Cerca de 31% das entrevistadas dizem ter experimentado e 43% já terem visto outras mulheres passarem por situações causadas por esta crença de que possuem menos direitos do que os homens.

Mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas, o estudo mostra que 67% das profissionais se consideram ambiciosas. “Mais do que retorno financeiro, é interessante observar que a motivação dessas mulheres está na busca por reconhecimento e valorização no trabalho (80%) e o desejo de ser um exemplo e incentivo para outras pessoas (71%)”, conclui a executiva.

Mulheres no mercado de trabalho: igualdade de gênero no ambiente de trabalho

Para a construção de um ambiente mais igualitário, a pesquisa também analisou as possíveis soluções para este problema. O oferecimento de um pacote maternidade diferenciado, capacitação da liderança para garantir a implementação de iniciativas voltadas para igualdade de gênero, políticas pró-família com trabalho flexível, programas de treinamento e mentoria, além de grupos voltados para as profissionais aparecem como medidas eficazes. No entanto, o levantamento mostra que 35% das mulheres afirmam que as empresas em que trabalham não oferecem nenhum desses suportes no ambiente de trabalho

Junte-se à conversa no LinkedIn @marcando uma mulher em sua rede com as hashtags #ChooseToChange e #DiaInternacionaldaMulher.

Metodologia

A pesquisa, encomendada pelo LinkedIn e pela The Female Lead, entrevistou 2.009 profissionais ativos com idades entre 25 e 55 anos no Brasil. Metade dos entrevistados se identificou como sendo do sexo feminino e a outra metade do masculino, com 46% do total composto por pessoas pretas e pardas. Conduzida pelo Censuswide, a coleta de dados ocorreu entre os dias 5 e 16 de fevereiro de 2021.

Sobre o LinkedIn 

O LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo. Estamos presentes em mais de 200 países e contamos com mais de 740 milhões de usuários, sendo deles 47 milhões de brasileiros. Ajudamos a conectar os profissionais do mundo a oportunidades de emprego e a transformar a forma com que as empresas contratam, divulgam suas marcas e vendem. Nossa visão é criar oportunidades econômicas para todos os usuários do mercado de trabalho.

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Sobre a The Female Lead

Este estudo faz parte da pesquisa da Female Lead, intitulada ‘Work Research: Breaking Free of the Unentitled Mindset’ (em português, traduzida como ‘Mulheres no Trabalho: Libertando o Viés Inconsciente’), de autoria da psicóloga Dra. Terri Apter da Universidade de Cambridge. A The Female Lead é uma instituição de caridade educacional dedicada a melhorar a visibilidade de modelos femininos positivos e identificar os fatores que continuam a limitar o progresso, as escolhas e a realização das mulheres.

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