Somos humanos e não máquinas

 Somos humanos

 Somos humanos e não máquinas, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por Natalia Fernandes.

‘Para ser um bom profissional é preciso também saber cuidar da sua saúde mental’

Dona de quatro ouros e um bronze nas Olimpíadas do Rio de Janeiro e grande promessa das Olimpíadas de Tóquio, a ginasta americana mais premiada de todos os tempos, Simone Biles decidiu se retirar da disputa em equipes e da prova individual dessa semana.

Entre suas entrevistas ela foi enfática em dizer que ‘sua saúde mental é o mais importante’, mostrando ao mundo que desempenho e ‘medalhas’ não está acima de qualquer coisa.

Somos humanos: Os dados

De acordo com dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais e comportamentais bateu recorde em 2020, somando 576,6 mil afastamentos, uma alta de 26% em relação ao registrado em 2019.

Portanto, mais do que nunca, precisamos lembrar que somos humanos e não máquinas e que para ser um bom profissional, independentemente da área e cargo que ocupamos, é necessário saber cuidar da saúde mental.

Biles disse ainda que: ‘Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos. É uma bosta quando você está lutando com sua própria cabeça. Você quer fazer isso por si mesmo, mas ainda fica muito preocupada com o que todo mundo vai dizer’.

Somos humanos: Não desistir não é fraqueza

Fomos criados para não desistir, pois, isto é visto como um sinônimo de fraqueza, mas precisamos entender que para ser cada vez melhor profissionalmente, é preciso cuidar de todas as áreas de nossas vidas. Somos um conjunto de coisas e não algo único e direcionado.

Apesar dos inúmeros avanços das empresas em falar e propor ações relacionadas à saúde mental, principalmente após o início da pandemia do covid-19, em muitos casos essa questão ainda é um tabu, sendo tratado em um patamar inferior em relação às capacidades técnicas e intelectuais, no que tange ao nosso rendimento.

Mostrar vulnerabilidade não é algo fácil, e se torna ainda mais difícil quando falamos do ambiente corporativo, onde, muitas vezes a alta produtividade é cobrada constantemente, por líderes e gestores que reforçam esse comportamento por meio de cargas horárias extenuantes e estresse crônico. No entanto, é preciso ressaltar que trabalhar até a exaustão não significa atingir o máximo de sua performance, pelo contrário, para conseguir dar o seu melhor é preciso estar com seu descanso e saúde mental em dia.

Somos humanos: A pergunta que se faz

Será que existe fórmula para dar conta da pressão do dia a dia sem prejudicar a saúde mental? Bom, acredito que cada um de nós possa ter uma fórmula diferente para encontrar o tão famoso equilíbrio, no entanto, um ponto comum a todos é que é preciso lembrar que existe vida além do trabalho.

Também não estou dizendo que temos que abolir a pressão e a busca por metas, pelo contrário, a pressão é necessária para enfrentarmos o nosso cotidiano, mas devemos saber distinguir qual o limite entre a pressão que traz resultados e a pressão que nos ocasiona problemas de desgaste emocional. É nessa mudança de chave que está o reconhecimento do próprio limite, e é nesse sentido que o autoconhecimento torna-se essencial para realizarmos escolhas saudáveis.

Quadros de síndrome de Burnout, ansiedade ou depressão não acontecem do nada, é um processo, e por isso, é preciso estar atento aos detalhes. De forma geral, psicólogos relatam sintomas contínuos de insônia, irritabilidade, tristeza, cansaço, desmotivação, agressividade, descontrole ou mesmo dificuldade de realizar tarefas cotidianas, como um alerta.

Somos humanos: Não ignore os sinais

Ignorar esses sinais pode acarretar em problemas não só para as nossas atividades profissionais, mas também sociais. Não podemos esquecer que a saúde mental está totalmente ligada com nossa capacidade de discernir sobre o momento de parar e respirar.

A motivação em escrever este texto me veio, principalmente, porque em 2012 passei por algo parecido, e a solução foi abandonar um cargo estável na área financeira e mudar definitivamente para a Comunicação, onde pra mim tudo era incerto. Mas, às vezes você só tem que dar um passo para trás, para conseguir saltos não só maiores, mas também melhores para a vida.

Somos humanos: Sobre Natalia Fernandes

Fundadora da NF Assessoria de Imprensa & Comunicação. Experiência de mais de 10 anos na área de Comunicação, possui bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e MBA em Controladoria e Finanças. Certificações em Marketing de Conteúdo e Copywriting. Cursos de curta duração em Empreendedorismo e Assessoria de Imprensa. Coordenadora de Marketing na ONG AVRA.

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