Trabalhar com o que ama é principal foco de brasileiros, segundo pesquisa do LinkedIn

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Trabalhar com o que ama fica na frente de encontrar estabilidade e segurança profissional para os brasileiros. Essa é a conclusão da pesquisa do LinkedIn, que ouviu mais de 30 mil pessoas sobre preocupações, oportunidades e medos no mercado.

Batizado de Índice de Oportunidades 2020 de LinkedIn, o estudo inédito entrevistou mais de 30 mil pessoas em mais de 20 países, incluindo mais de 2.000 respondentes brasileiros, de 18 a 65 anos, sobre quais eram as maiores preocupações e oportunidades que os profissionais lidam atualmente e consequentemente, quais os maiores entraves para mudar a sua situação atual.

A pesquisa global apontou que quando questionados sobre quais eram as maiores preocupações que tinham, os entrevistados elencaram: os problemas ambientais (18%), a segurança (14%), problemas de  saúde (13%), qualidade educacional (8%), privacidade digital (7%), fake news e aumento do custo de vida (ambos com 6% cada) e o custo com cuidados de saúde (3%). Outras preocupações como a recessão econômica, a estabilidade no trabalho, desigualdade social e planos futuros de aposentadoria ficaram com 2% cada.

No Brasil, o índice de preocupações ficou um pouco diferente, com a segurança em primeiro lugar (29%), seguida pela qualidade educacional (16%) e a saúde (12%). Os problemas ambientais caem para a quarta posição, com 11%. Completam ainda a lista a privacidade digital (6%) e fake news e aumento de custo de vida, outra vez empatados, com 4%, respectivamente.

Trabalhar com o que ama

O levantamento feito pelo LinkedIn mapeou quais são as oportunidades que as pessoas gostariam de alcançar. Quase 90% dos respondentes (87%) a nível global mencionaram oportunidades relacionadas a trabalho, seguido por oportunidades sociais (59%), de educação ou aprendizado (29%), networking e mentorias (22%) e de empreendedorismo (18%).

Dentro das oportunidades de emprego, as opções mais citadas foram: um trabalho com bom equilíbrio de vida profissional e pessoal (40%); poder fazer o que ama (também com 40% das menções); estabilidade e segurança no trabalho (38%); poder utilizar suas habilidades (30%) e receber reconhecimento pelo que faz (25%). Já no Brasil, entre as oportunidades de trabalho mais mencionadas estão: poder fazer o que ama, em primeiro lugar; seguida por estabilidade e segurança no trabalho; e um trabalho com bom equilíbrio de vida profissional e pessoal, em terceira posição. 

Dificuldades no mercado

 

Dentro ainda das oportunidades mapeadas, os respondentes brasileiros citaram quais eram os principais entraves para alcançá-las. Do ponto de vista macroeconômico, isto é, levando em conta fatores que não estão no controle do profissional, foram citados o mercado de trabalho desafiador, em primeira posição; seguido por uma possível recessão global; e a idade do profissional, empatada com o status financeiro do profissional. Completam ainda a lista o comprometimento e falta de suporte da família, em quinto lugar; a saúde e deficiências físicas do profissional, em sexto; a educação do profissional, em sétimo; e a localização geográfica.

No ponto de vista micro, ou seja, para fatores que podem ser controlados pela pessoa, a falta de confiança e medo de falhar ficaram em primeiro lugar do ranking brasileiro, empatados com a falta de networking. Em terceira posição está a falta de motivação, seguida pela falta de tempo; a falta de experiência de trabalho; a falta de aconselhamento; e a falta das habilidades necessárias.

“Sabemos que para alguns fatores, especialmente macroeconômicos, foge do controle do profissional fazer algo para mudar a situação. No entanto, vale sempre fazer o exercício de avaliar quais são os fatores internos que podem ser mudados, seja de curto a longo prazo”, comenta Milton Beck, diretor geral do LinkedIn na América Latina. 

“Vimos na pesquisa que muitos entraves citados para conquistar uma oportunidade ser minimizados, principalmente no mercado de trabalho, como por exemplo, no caso da falta de networking. É possível investir em plataformas como o LinkedIn, participar mais de eventos do setor ou até mesmo pedir apresentações para colegas de pessoas que deseja estabelecer uma conexão. A regra de ouro é entender quais são os entraves que estão te impedindo de avançar em uma oportunidade, listar quais mudanças dependem de você e o que você pode fazer para mudar este cenário”, complementa o executivo.

O conceito de uma vida boa

A pesquisa global feita pelo LinkedIn ainda mapeou qual era, segundo os entrevistados, o conceito de uma “vida boa”. Para quase 50% das pessoas que responderam a pesquisa, a expressão era sinônimo de “boa saúde” (49%). A independência financeira ficou em segundo lugar, com 29% das menções, seguida por um relacionamento amoroso (26%).

Apesar das oportunidades de emprego terem sido as mais buscadas pelos respondentes, um emprego estável (19%) foi um das opções menos citadas, empatada com ter tempo livre e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, também com 19%.

No Brasil, o ranking ficou semelhante, com a boa saúde também liderando (49%). A independência financeira também se manteve, mas com 37%, enquanto o trabalho estável foi o terceiro item mais citado (24%). Viajar por lazer (22%), uma casa própria (20%), ficaram em quarto e quinto lugar, respectivamente. Ambos tiveram poucas menções a nível global.