Muito já se falou sobre o uso do LinkedIn por aqui. Porém, uma coisa é certa: ele é muito mais do que uma rede social. Por isso, conversamos com Raquel Amaral, especialista na rede e em recolocação profissional, para saber como a página pode ajudar você a crescer profissionalmente

Como crescer profissionalmente com o LinkedIn

Vamos lá! O primeiro ponto que Raquel atenta é que o LinkedIn é muito mais do que uma rede de networking. “A rede social firmou-se como a maior plataforma de negócios, ganhando papel estratégico tanto para empresas quanto para profissionais”, explica ela. 

Além disso, o LinkedIn também é a plataforma que mais gera vagas de emprego. Ou seja, é mais do que importante ter um perfil ativo por lá se você pensa em crescer na carreira. “Todo o meu negócio é gerado pelo LinkedIn. Atendo mais de 300 clientes por mês para assessoria de carreiras, cursos e mentoria. Assim como eu, existem vários profissionais que dependem exclusivamente dele”, conta. 

Mas como crescer profissionalmente com o uso da ferramenta? Pois bem, existem algumas dica que Raquel compartilha, sendo a primeira delas o próprio networking. Sim, parece contraditório, mas você não só pode como deve usar a rede como um portfólio para as suas conquistas e realizações, assim como projetos, prêmios, cursos e outros. “Dessa forma, o profissional começa a ser admirado pelos seus contatos, que geralmente são profissionais de RH e contratantes. Assim, ele gera interesse dos concorrentes, clientes e, principalmente, headhunters que estão sempre em busca do candidato perfeito para os seus clientes”.   

Estou no começo da carreira. O que fazer? 

Para Raquel, assim como um profissional já estabelecido pode aumentar o seu valor de mercado, alguém em começo de carreira também pode usufruir da rede com esse fim. “O LinkedIn pode ajudar no crescimento da sua carreira profissional. Ele mesmo oferece diversos cursos de aprimoramento, além de especialistas que, como eu, sempre dão dicas gratuitas sobre carreiras e currículos. Se a pessoa for esperta, ela absorve o conteúdo e coloca em prática, conseguindo evoluir dentro da sua área”. 

Atenção ao que você posta no LinkedIn

Aliás, falando em profissionais que postam por lá, aqui vai uma dica importante: atenção ao que você publica. O LinkedIn é uma rede estritamente profissional, ou seja, ele se alimenta de publicações que tenham esse viés. 

Priorize informações sobre o mercado em que você atua, benefícios sobre produtos ou serviços que você presta, utilidades públicas (como cursos gratuitos), até artigos relevantes sobre carreiras ou a sua área de atuação. “Tudo isso contribui para que o mesmo consiga ganhar visibilidade na rede”, completa Raquel. 

Atenção também ao seu perfil

Se você quer crescer profissionalmente, claro, não pode deixar de manter o seu currículo atualizado e com os seus principais destaques. No seu perfil do LinkedIn, não podem faltar algumas informações essenciais, como: 

  • Habilidades profissionais; 
  • Competências;
  • Especialidade no mercado. 

Para Raquel, esse último ponto é importantíssimo. Isso porque, além de nichar a sua área de atuação, também garante que você esteja disponível para atividades que estão além do que o cargo ou função exige – por exemplo, um profissional da área financeira que também é especialista em auditoria e cobranças. 

A função do LinkedIn é maior do que gerar empregos

A especialista explica que a rede pode, também, ajudar um profissional a encontrar o melhor caminho para crescer profissionalmente. Ela diz que começou na rede em busca da recolocação, mas viu ali uma oportunidade de empreender. Hoje, tem mais de 250 mil pessoas acompanhando o seu perfil e uma equipe com seis pessoas, tudo por causa da ferramenta. 

Com isso, ela quer dizer que é possível você, inclusive, encontrar novos rumos para a sua carreira através da rede social. Mas, para isso, é preciso ficar atento ao que você faz por lá, com quem se conecta e o quanto crescer profissionalmente é um desejo seu. “O LinkedIn mudou a minha vida e, através dele, eu mudo a vida de muitos profissionais”, finaliza.